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Ipem aplica 16 multas em operação em rodovias na região de Botucatu

Da Redação
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Durante uma operação especial que examinou o cronotacógrafo de veículos de carga e de passageiros em rodovias e empresas de transporte na região de Botucatu foram aplicadas 16 multas. Em todo o Estado, o Ipem reprovou 124 (26,4%) dos 470 fiscalizados, a maioria pela falta do certificado de verificação.

O cronotacógrafo é um equipamento que faz o registro instantâneo e inalterável da velocidade, tempo e distância percorrida por um veículo em seu deslocamento. É como se fosse uma caixa-preta. Por meio do registro de dados é possível saber como foi o deslocamento do veículo, se o motorista cumpriu os limites de velocidade e até por quanto tempo ele dirigiu sem parada.

Isso porque, o disco diagrama, de papel especial, colocado no cronotacógrafo registra a velocidade desenvolvida pelo veículo, os intervalos de tempo parado e em deslocamento e as distâncias percorridas. Essas informações são aceitas, inclusive, como prova legal em caso de acidentes ou denúncias de má condução do veículo.

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o equipamento é obrigatório em veículos de transporte coletivo, escolar e em caminhões que transportam carga. Existem dois modelos de cronotacógrafos: mecânicos ou eletrônicos com registros diários ou semanais.

No Brasil, desde 97, quando entrou em vigor o novo Código Brasileiro de Trânsito, o equipamento é obrigatório em ônibus e caminhões. A partir de 2009, determinou-se que esses instrumentos também devem ser verificados periodicamente, o que aumenta a confiabilidade das medições. Em São Paulo, essa tarefa cabe ao Ipem.

“O mais preocupante é que os números da ‘Operação Cronotacógrafo’ revelam a imprudência por parte dos motoristas e transportadoras, dada a importância do aparelho para a segurança nas estradas. Muitos rodam com o instrumento irregular, ou seja, sem lacre e etiqueta do Inmetro, com certificado de verificação vencido ou até mesmo inexistente”, analisa José Tadeu Rodrigues Penteado, superintendente do Ipem-SP.

Segundo levantamento divulgado ontem, na região de Botucatu foram verificados o aparelho em dois veículos com carga de produtos perigosos (uma multa aplicada), quatro ônibus de passageiros (três multas aplicadas) e 21 de cargas em geral (16 multas aplicadas). Na região de Marília foram fiscalizados 20 veículos e aplicada somente uma multa.

Os infratores terão dez dias para apresentar defesa à autarquia, que, depois desse prazo, a multa varia entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão, dobrando na reincidência. 

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