Polícia

Adolescentes colocam fogo em carro de professora

Aline Rodriguez
| Tempo de leitura: 2 min

Aline Rodriguez

Roberta mostra o dano causado pelo fogo que por pouco não se alastrou

Já são três anos reivindicando melhorias na segurança da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ivan Engler de Almeida, localizada no Parque dos Sabiás, em Bauru. Entretanto, tudo o que a professora Roberta Maria Siqueira Cirne, 45 anos, obteve junto à prefeitura foram câmeras de segurança e monitoramento interno.


Todo esse "arsenal" seria suficiente se fosse capaz de impedir a invasão de crianças e adolescentes na instituição. Constantemente, eles pulam o muro, quebram os registros d'água e furtam até lâmpadas. Tudo dentro do horário das aulas noturnas.


Na noite de quarta-feira (27), por volta das 19h, os vândalos foram além. De acordo com Roberta, eles colocaram fogo em seu veículo Citroen C3 e, por pouco, as chamas não se alastraram.


"Eu estava dentro da sala de aula enquanto aguardava a chegada dos meus alunos. Foi quando uma delas apareceu na porta assustada dizendo que meu carro estava pegando fogo. Eu achei que fosse brincadeira, mas depois vi que ela realmente falava a verdade", conta a professora.


Roberta explica que os vândalos usaram vários jornais para atear fogo e colocaram na parte debaixo do veículo, bem próximo ao tanque de combustível. "Quando saímos no portão da escola, a parte debaixo do meu carro já tinha sido parcialmente atingida. Um dos meus alunos usou as mãos para conter as chamas e até se machucou. Na hora não lembrei onde as chaves estavam e não usamos o extintor, mas moradores que viram a cena encheram um cesto com água e nos ajudaram", complementa.


A causa da ação dos vândalos é a ausência de vigilantes noturnos que tomem conta das proximidades da escola. Roberta procurou a Polícia Civil em abril deste ano para registrar um boletim de ocorrência de perturbação. A partir de então, um segurança foi contratado para trabalhar em dias alternados, mas isso não é suficiente, segundo ela.


O prejuízo para a professora ficou em torno de R$ 600,00. Além do conserto, Roberta lamenta a insegurança e diz que não voltará a dar aulas na escola enquanto a segurança no local não seja efetivada pela prefeitura. "Não quero que providências sejam tomadas apenas por conta do meu caso, mas pelos outros professores e alunos que estão com a integridade física ameaçada", finaliza ela.


Na noite de ontem, a Polícia Militar foi acionada, mas os autores da tentativa de incêndio não foram localizados.

Comentários

Comentários