Regional

Gaeco ouve testemunhas do caso de desvios na saúde em S. Manuel

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel – Ontem, dois promotores de Justiça do Núcleo Bauru do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estiveram em São Manuel para ouvir, ao lado de promotores de Justiça da cidade, testemunhas do caso dos supostos desvios de recursos da saúde, que podem chegar a R$ 1 milhão em quatro meses.

As investigações fazem parte da “Operação Paraíso” que, anteontem, resultou na prisão de três diretores municipais e dois empresários em São Manuel e no cumprimento de mandados de buscas e apreensão no município, São Paulo e Salvador. Os trabalhos contaram com apoio de mais de 70 agentes da Polícia Federal de Bauru, Polícia Militar (PM), Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da capital e Gaeco de Salvador, na Bahia.

Até ontem, continuavam presos os diretores de Negócios Jurídicos da prefeitura, Paolo Bruno; de Administração e Finanças, José Fernando Ardemani; e os empresários Manuel Seabra Suarez e Marcela Badaró Dias, da Empresa Paulistana de Saúde Ltda. O diretor de Saúde, Carlos Marcílio Balestrero Júnior, foi solto por colaborar com os trabalhos.

No total, foram apreendidos cinco carros – um deles importado –, duas motocicletas, avaliadas em mais de R$ 20 mil cada; documentos, relógios no valor de R$ 120 mil, joias, dinheiro, documentos e computadores. Os suspeitos estão com os bens indisponíveis por ordem da Justiça, inclusive imóveis e quantias depositadas em contas bancárias, no total de R$ 500 mil.

O suposto desvio teria ocorrido a partir de contrato assinado entre a prefeitura de São Manuel e Irmandade da Casa Pia São Vicente de Paulo, sem licitação, para o gerenciamento dos Programas de Saúde da Família (PSFs) no município. O hospital, por sua vez, teria subcontratado a Empresa Paulistana de Saúde para executar os serviços, que não teriam sido prestados.

O Gaeco apura ainda supostos “atos de corrupção” e “indícios concretos de fraude” na realização de concurso público pela prefeitura de São Manuel. Ação civil pública também é movida contra o prefeito Vilson José Innocenti, diretores e empresas envolvidas nos supostos desvios de recursos públicos.

Ontem, o administrador do hospital, Geraldo José Gonçalves da Silva, informou que aguarda a definição sobre a composição da nova diretoria, sobretudo presidente e 1º tesoureiro, que deverá ser definida por 120 representantes da Irmandade, para que a unidade se posicione a respeito das investigações que envolvem seu nome. 

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