Foi inaugurada na manhã de ontem uma unidade de captação e reservação de água - poço Vila Cardia - do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru. Um dos maiores da cidade, será responsável pelo fornecimento de 180 metros cúbicos de água por hora e traz consigo a “missão” de minimizar os problemas de abastecimento na cidade. A informação é do prefeito Rodrigo Agostinho.
“O poço exigiu investimentos de quase R$ 1 milhão. Ao lado dele, temos um reservatório que vai ajudar a garantir pressão em todo o sistema, que está interligado. Com isso, vai diminuir a quantidade de água que é retirada do Rio Batalha e que poderá ser destinada para outras regiões. De certa forma, esse poço vai equilibrar a situação”, disse o prefeito na cerimônia de inauguração.
O equilíbrio citado por Rodrigo deve aliviar a situação difícil das donas de casa de bairros como Higienópolis, Jardim Brasil, Jardim Panorama e Vila Cardia - região com cerca de 10 mil habitantes -, que sofrem com a falta constante de água.
“Esse poço não é só para essa região da cidade. O funcionamento dele na última sexta-feira possibilitou o reabastecimento do reservatório da Praça Portugal e shopping. Com ele, é possível criar uma folga. O reservatório construído ao lado do poço da Cardia tem 30 metros de altura e uma capacidade de 450 mil litros de água.”
Rodrigo afirmou ontem que até o final do ano entrarão em operação mais seis poços, sinônimo de aumento de 25% na produção de água. “Eu acho que isso dá uma folga para Bauru pensar em novos sistemas de abastecimento. Com os novos poços, Bauru ficará com uma produção de 1.200 metros cúbicos de água por hora, o que resolve o problema de abastecimento da cidade.”
O crescimento acelerado da cidade acabou por atropelar o planejamento do DAE, segundo o prefeito.
“O crescimento extrapolou o planejamento. Estamos com 13 mil apartamentos em construção em Bauru, algo que a autarquia não previa, e algumas regiões da cidade começaram a sofrer com a falta de abastecimento.”
Ele enfatizou que a atual capacidade de investimento do DAE não é suficiente para suprir a demanda. “A prefeitura está aportando R$ 6 milhões este ano como antecipação, inclusive de dívidas que a prefeitura tinha com o DAE. Entendemos que era necessário fazer esse aporte porque Bauru está precisando resolver esse problema de abastecimento”, analisou o chefe do Executivo.
Próximos poços
Rodrigo enfatizou que, além dos investimentos públicos, há negociação com várias construtoras da cidade. “Elas já estão contribuindo com reservatórios. Estamos trabalhando com a possibilidade de mais alguns poços, além dos seis a serem perfurados pela prefeitura, que seriam construídos pela iniciativa privada.”
O próximo poço a ser entregue é o do Marabá, que deve entrar em operação nos próximos 30 dias. Em agosto, segundo previsão da prefeitura, será a vez do Octávio Rasi ser beneficiado. “Contratamos o 4º poço, que será no Bauru 16.”