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Travesti morto na Vila Antártica é identificado por irmã e amigo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O travesti morto na madrugada de anteontem em Bauru foi identificado ontem por sua irmã, Maria Milza de Oliveira Pardin, e por um amigo da família. Carlúcio de Oliveira, 40 anos, foi morto com duas facadas por um cliente, segundo garantiu uma testemunha em depoimento à polícia.

Os familiares da vítima estiveram na manhã de ontem no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para fazer o reconhecimento e, após as condutas de praxe, conseguiram liberar o corpo para ser velado na cidade de Agudos, onde ele morava.

Laura, companheira de trabalho de Carlúcio - que usava o codinome Camila de Vison -, contou para a polícia que ambas faziam ponto no cruzamento da avenida Nações Unidas com a rua Ezequiel Ramos frequentemente. No dia do crime não foi diferente.

“Um rapaz contratou o programa com a Camila e ambos seguiram andando pela rua Ezequiel Ramos. Depois não vi mais eles. Acredito que depois do programa, ele a matou com as facadas.”

Na opinião de Laura, a motivação do crime não foi acerto de contas. “Ela era uma pessoa boa. Não tinha dívida com ninguém. Trabalhava quieta. Nunca roubou e nem feriu ninguém.”

Conforme o JC divulgou na edição de ontem, Camila de Vison foi morta na madrugada de sábado, na quadra 3 da rua Luiz Bagnol, Vila Antártica. Seu corpo foi encontrado com dois ferimentos na parte superior do corpo, uma facada no pescoço que atingiu a veia aorta e outra, mais superficial, no nariz.

O corpo da vítima foi encontrado a aproximadamente 100 metros da avenida Nações Unidas. Camila foi o segundo travesti assassinado em Bauru neste ano, já que em janeiro o cabeleireiro Josimar Ferreira Severino, 23 anos, conhecido por Safira, também foi morto. 

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