São Manuel – À pedido do Ministério Público (MP), a Justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de dois diretores municipais e dois empresários de São Manuel (69 quilômetros de Bauru) suspeitos de participar de um suposto esquema de desvio de recursos da saúde que pode atingir o montante de R$ 1 milhão em apenas quatro meses. Todos estão com bens indisponíveis, inclusive imóveis e quantias depositadas em contas bancárias, no total de R$ 500 mil.
Eles foram presos na semana passada durante a “Operação Paraíso”, realizada pelo Núcleo Bauru do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de agentes da Polícia Federal de Bauru, Polícia Militar (PM), Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da capital e Gaeco de Salvador, na Bahia.
Além dos diretores de Negócios Jurídicos da prefeitura, Paolo Bruno; e de Administração e Finanças, José Fernando Ardemani; estão presos os empresários Manuel Seabra Suarez e Marcela Badaró Dias, da Empresa Paulistana de Saúde Ltda. O diretor de Saúde, Carlos Marcílio Balestrero Júnior, chegou a ser detido, mas foi solto por colaborar com a Justiça.
O suposto desvio teria ocorrido a partir de contrato assinado entre a prefeitura de São Manuel e Irmandade da Casa Pia São Vicente de Paulo, sem licitação, para gerenciamento dos Programas de Saúde da Família (PSFs) no município. O hospital teria subcontratado a Empresa Paulistana de Saúde para os serviços, que não teriam sido prestados.
Alvo: concurso
O Gaeco apura ainda suposta corrupção e “indícios concretos de fraude” em concurso da prefeitura. Ação civil também é movida contra o prefeito Vilson José Innocenti, diretores e empresas envolvidas nos supostos desvios de recursos públicos. Nela, o MP pede que o chefe do Executivo seja afastado do cargo.