Polícia

Homem que esfaqueou 6 no trabalho diz que estuprou menina de 8 anos

Vitor Oshiro com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Se o mistério envolvendo o ataque de fúria de Erisvaldo José dos Santos, 28 anos, já era grande, o caso começa a ganhar contornos ainda mais nebulosos. Preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), ele foi agredido após confessar aos companheiros de cela que, no último sábado, teria estuprado uma garota de 8 anos em Bauru.

Erisvaldo está preso desde terça-feira (três dias após o suposto estupro), quando esfaqueou seis colegas de trabalho na TLMix, empresa localizada no fim da avenida Nações Unidas Norte, na rotatória de acesso ao Distrito Industrial III.

Após o ataque de fúria inexplicável até o momento, Erisvaldo Santos pulou o muro da empresa e, com o próprio uniforme, tentou se enforcar em uma árvore. Descrito como um funcionário exemplar e bastante tranquilo, ele foi contido por funcionários e preso em flagrante por tentativa de homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO) registrado no Plantão da Polícia Civil, a “estadia” do agressor no CDP transcorria de forma tranquila até a tarde de anteontem, momento em que ele teria confessado aos colegas de cela que estuprou uma menina de 8 anos.

Ainda de acordo com o BO, Erisvaldo teria dito que o estupro ocorreu no último sábado e que o fato ocorreu na presença e com o consentimento da tia da criança. O estupro teria sido praticado em um imóvel próximo ao Terminal Rodoviário de Bauru.

Com a suposta confissão, por volta das 18h, Erisvaldo foi agredido pelos companheiros de cela. Dois deles, com idades de 40 e 21 anos, foram autuados como autores da agressão. No BO, consta que havia 17 detentos na cela, porém, os dois se apresentaram como responsáveis pelo fato. Foi necessária a intervenção dos agentes penitenciários para contê-los.

O caso foi registrado como lesão corporal. Uma cópia do BO será encaminhada para a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) que deverá investigar se o estupro narrado por Erisvaldo realmente ocorreu.

Na tarde de ontem, a reportagem acionou a assessoria de comunicação da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Estado de São Paulo para saber detalhes da agressão - se houve socorro -, e se Erisvaldo foi transferido ou colocado em cela especial. Entretanto, até o fechamento desta edição, a secretaria não retornou a solicitação. 

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