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Energia elétrica será mantida na casa de Matheus

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

A família do pequeno Matheus Henrique Dametto, 7 anos, tem algo a menos com o que se preocupar. A energia elétrica que mantém o garoto vivo não será interrompida hoje durante uma manobra programada da CPFL Paulista que suspenderia o fornecimento para a região. É mais um obstáculo que a família do bairro Pousada da Esperança conseguiu superar. A história deles sensibilizou os bauruenses (leia mais abaixo).

Conforme divulgado na edição de ontem do JC, Matheus nasceu com microcefalia e epilepsia. Quando tinha 5 anos, contraiu uma infecção em uma cirurgia e perdeu os pulmões. Desde então, passou a precisar de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) domiciliar para sobreviver.

Hoje, porém, haveria uma interrupção de energia elétrica programa pela CPFL no local. De acordo com o cronograma, a casa ficaria duas horas e 30 minutos sem energia, o que colocaria em risco a vida do garoto. Ontem, porém, após ser questionada pela reportagem, a CPFL deu um grande alívio à família.

Por meio da assessoria de comunicação, a companhia afirmou que manterá uma equipe técnica próxima ao imóvel para garantir o fornecimento contínuo de energia durante a manobra. De acordo com o gerente de Serviços da Distribuição Noroeste, Ricardo Pavan, a empresa tomou as providências necessárias para que o desligamento programado não afete, em nenhum momento, o funcionamento da UTI Domiciliar de Matheus.

A mãe do garoto, Maria de Jesus Dametto, 31 anos, recebeu a notícia com bastante alegria. “Ufa. É um alívio”. Ela conseguiu na Justiça, por meio da Defensoria Pública e da Vara da Infância e Juventude, que o Estado custeasse os gatos com a energia, que quadruplicaram com o uso dos aparelhos do filho.

Apesar da vitória judicial obtida no começo do ano, esta é a outra “dor de cabeça” da família. Conforme o JC noticiou ontem, o Estado afirma que só recebeu a notificação esta semana e, por isso, as contas ainda estão atrasadas. A CPFL garante, porém, que não “cortará” a energia da unidade consumidora em questão.

 

Concentrador

Além dos problemas com as contas de energia elétrica, a família ainda enfrenta outro grave obstáculo. De acordo com Maria Dametto, o filho precisa de um concentrador de oxigênio mais adequado do que é aquele utilizado atualmente.

“Ele está usando um concentrador de cinco litros, que é o pediátrico. Precisamos de um de dez litros, que é o de uso adulto”, conta. Segundo ela, como Matheus perdeu os dois pulmões, o concentrador atual não está mais conseguindo suprir o problema. “Precisamos de ajuda. Estamos muito preocupados”, completa.

 

CPFL alerta para o cadastro de UTI domiciliar

Quem possui uma UTI domiciliar deve fazer um cadastro na CPFL Paulista para evitar preocupações durante interrupções programadas. A empresa esclarece que, para evitar que a unidade consumidora de um cliente que possui UTI Domiciliar tenha o fornecimento interrompido durante manobras, o consumidor deve cadastra-la como unidade com fornecimento especial.

Para realizar esse cadastro, é preciso entregar as seguintes informações em qualquer agência de atendimento da CPFL Paulista ou ainda enviá-las pelo correio: nome completo do paciente; nome e número de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico responsável; número da CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) da doença; e telefones para contato.

A documentação será analisada pela CPFL Paulista e, se o pedido for aceito, a unidade consumidora será cadastrada como especial e terá fornecimento contínuo.


Solidariedade

A luta travada pela família de Matheus Dametto ganhou a solidariedade dos bauruenses. Após a reportagem publicada ontem no JC, funcionários de uma empresa da cidade resolveram ajudar o garoto.

“Temos um grupo de amigos na empresa que sempre se junta para comprar cestas básicas e distribuir para pessoas carentes. A história nos sensibilizou e iremos ajudar esta família”, conta Djalma Francisco Cândido, proprietário da JD Peças e Serviços.

Ele entrará em contato com a família para saber qual a maior necessidade atual. “Podemos assumir alguma despesa mensal ou mesmo auxiliar com mantimentos. O que importa é ajudar. Tomara que mais gente faça o mesmo”, completa o empresário.

 

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