Em 2009 escrevi um artigo - "Só para corintianos", todos leram e alguns entenderam, responderam com brincadeiras, e teve um que, além de não entender o espírito, ainda respondeu de maneira agressiva a uma brincadeira, que faço e recebo sempre após as vitórias e derrotas do meu time. Futebol é alegria, paixão e sofrimento. Para muitos o Corinthians era pequeno por não ter a Libertadores, colocando o Once Caldas, a LDU do Equador, Olímpia do Paraguai como "potências futebolísticas", claro, muito superiores a Atlético Mineiro, Fluminense, por exemplo, que não a ganharam ainda. Tudo era um motivo para zombar dos corinthianos: ?time sem passaporte? (coitados dos que os emitem, a Polícia Federal vai lotar), ?sem estádio? etc.
Não sei o que mais me preocupava anteontem: perder para o Boca ou como bloquear minha caixa postal das mensagens do Wal (este manda torpedos mesmo na derrota) e do Artur (este o castigo está em casa, com as filhas alvinegras). Meus queridos amigos, irmãos, padrinhos e palmeirenses de berço, impiedosos nas derrotas, mas susceptíveis nas vitórias, como devem ser os sensatos, que encaram as paixões clubísticas como devem ser encaradas: acabou a agonia. Campeão da América; invicto, em 16 jogos (não em 4, como o Santos), melhor defesa, melhor tudo. O pior é que sempre achei que é muito mais difícil ganhar o Brasileiro do que este torneio, e continuo achando. Anteontem, por exemplo, ganhamos do "exterminador de brasileiros", que mais parecia o time dos correios, com aquele uniforme amarelo e azul, que diziam já ganhava a taça. Ganhava, mas não ganhou, afinal, aqui é Corintxa, mano. É nóis. O melhor: pouca confusão nos arredores do Pacaembu, nenhuma morte, muita alegria, com diminuição dos assaltos (por que será?), alto índice de falta nos serviços, enfim, foi Corinthians...
Helder F. de Aguiar