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Em quarto discurso, Demóstenes Torres declara viver apenas com seu salário

Folhapress
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Brasília - Cumprindo a promessa de fazer discursos diários em sua defesa, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) disse ontem que vive de salário e não tem “quase patrimônio nenhum”, o que comprovaria que não fez negócios com o empresário Carlos Cachoeira.

Ao afirmar que seus bens são “limpos”, o senador disse que está em depressão desde o início das denúncias.

“Vivo de salário. Não tenho chácara, fazenda, gado, ações de empresas, não tenho quase patrimônio nenhum. Meus bens são os que estão na minha declaração do Imposto de Renda. Fui advogado, sou promotor, procurador de Justiça por quase três décadas. São funções com bons salários, e ainda assim meu patrimônio é pequeno.”

Demóstenes fez dois discursos ontem de manhã, um deles presenciado por apenas um senador, e o segundo com três parlamentares no local.

Ele disse que resolveu duplicar sua fala porque na quarta-feira, quando a Casa estava cheia, não discursou pois o regimento do Senado o impediu de falar antes das votações.

O senador disse que pagou em 25 cheques, descontados mensalmente, parte da faculdade da qual é sócio em Goiás. Também relatou que financiou em 30 anos no Banco do Brasil seu atual apartamento, comprado depois de se separar da primeira mulher. “Após o meu divórcio, fiquei sem bem algum, até sem lugar para morar.”

Demóstenes disse que seus maiores bens são discos e livros, mas doou os livros para bibliotecas e escolas de Goiás. “A depressão que me invadiu me impede de ler e ouvir música, os dois maiores prazeres que desfruto.”

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