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Índios provocam nova paralisação em canteiro de obras de Belo Monte

Folhapress
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Belém - As obras em um dos cinco canteiros da hidrelétrica de Belo Monte (oeste do Pará) foram novamente paralisadas anteontem, por causa da presença de um grupo de índios que invadiu o local há duas semanas. Os índios permanecem desde o último dia 21 no sítio de obras Pimental. Os outros quatro canteiros continuam em funcionamento normal.

De acordo com o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), os índios passaram a circular desde a última quarta-feira nas áreas do sítio Pimental onde estavam sendo realizadas as obras.

Havia um acordo para que eles permanecessem apenas na ensecadeira (espécie de barragem provisória feita de areia), sem atrapalhar o restante do canteiro. Porém, segundo o consórcio, esse acordo foi descumprido.

Por isso, por questões de segurança, o CCBM paralisou na tarde de anteontem as obras em Pimental, que hoje tem cerca de 1.600 trabalhadores e corresponde à construção da casa de força complementar da hidrelétrica.

Esse canteiro já tinha sido paralisado no último dia 22, logo após os índios invadirem o local, e ficou uma semana sem funcionar.

O grupo, formado por cerca de cem índios das etnias arara, juruna e xicrin, apresentou uma extensa pauta de reivindicações: aquisição de veículos, construção de estradas, compra de cabeças de gado, construção de escolas, entre outras.

Uma reunião prevista para a próxima segunda-feira entre os índios e a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, dará uma resposta a essas reivindicações. Até lá, o sítio Pimental deve continuar parado.

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