Política

Servidores do DAE trabalham sem equipamentos

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Um dia depois de a Prefeitura de Bauru ser alvo de execução de multa por não cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que visava garantir segurança e higiene para servidores da Usina de Asfalto, moradores registraram, em vídeo e fotografia, funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE) trabalhando, sem luvas, em conserto na rede de água, nas quadras 4 e 5 da rua Vitória, no Jardim Bela Vista.

Os vídeos foram gravados por Carlos Augusto Carvalho e seu filho, Carlos Alexandre Carvalho, que fazem parte de movimento chamado Resgate Bauru. Eles relatam que, além da falta de luvas, os servidores estavam com botas furadas e cavam, com pás, buracos que demandavam o auxílio de retroescavadeiras, que estão quebradas em grande escala na autarquia.

A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no DAE já avia sido denunciado pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e pelos próprios funcionários.

No entanto, a autarquia enviou nota dizendo que não se pronunciaria sobre o caso. A assessoria de imprensa alega que o “vídeo divulgado [nas redes sociais], supostamente, faz parte de uma campanha política de algum candidato”, furtando-se, assim, a discutir o real problema apontado.

O argumento do DAE pode ser embasado pelo fato de Carlos Augusto já ter encaminhado três pedidos de cassação ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) à Câmara Municipal. No vídeo, ele ainda diz que o chefe do Executivo e sua vice, Estela Almagro (PT) deveriam renunciar por terem sucateado a autarquia.

O Jornal da Cidade apurou ainda que o Carlos Alexandre, responsável pela filmagem do vídeo, tem uma empresa, mas também apresenta dois programas na TV FIB, de propriedade da família da candidata Chiara Ranieri (DEM).

 

Retroescavadeiras

O DAE informou ainda que alguns serviços de manutenção da rede não demandam de retroescavadeiras e alega que das 16 máquinas do tipo, cinco estão em manutenção, embora servidores garantam que este número é maior do que o divulgado pela autarquia.

No dia 11 de junho, um pregão presencial, no valor de R$ 90 mil, foi realizado para a aquisição das peças das máquinas quebradas. A expectativa é de o material chegue à autarquia ainda este mês.

 

Vazamentos

Enquanto o DAE não resolve seus problemas estruturais, aumentam, cada vez mais, os casos de vazamentos de água e esgoto e o tempo de resposta da autarquia para a solução dessas demandas. Diariamente, o Jornal da Cidade recebe diversas reclamações, sobre vazamentos que persistem por mais de 30 dias. 

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