Durante visita do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à região para anunciar início das obras de recuperação da rodovia SP-261 e a liberação de recursos para a Fundação Amaral Carvalho de Jaú (leia matéria na página 4), a assessoria dele informou que o edital de licitação das obras de duplicação da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, no trecho de 11,2 quilômetros entre a Marechal Rondon (SP-300) e o aeroporto Moussa Tobias, em Arealva, será publicado em outubro.
A reivindicação para as obras de melhoria na estrada, considerada uma das mais perigosas da região, foi feita ao governador pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). O projeto da obra, orçada em R$ 74 milhões, foi incluído pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em programa de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
De acordo com Mansueto Lunardi, diretor de operações do DER, além dos trâmites burocráticos que envolvem qualquer tipo de financiamento, o início da duplicação depende da emissão de algumas licenças ambientais pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
No próximo dia 20, segundo Alckmin, será aberta licitação para melhorias na SP-321, num trecho de cerca de 50 quilômetros entre o aeroporto de Arealva e a rodovia SP-304, depois da barragem de Ibitinga. A obra, orçada em R$ 60 milhões, prevê a implantação de dispositivos em nível na via, terceiras faixas, recapeamento da pista e pavimentação dos acostamentos.
Vítimas
No dia 17 de fevereiro, o motociclista Carlos Sinati Pereira, 38 anos, teve fraturas múltiplas após colidir com um veículo Siena na altura do quilômetro 388 da Bauru-Iacanga e acabou morrendo.
Um dia depois, a também motociclista Tatiana Marcelina de Souza Tavares, 25 anos, perdeu a vida depois de bater de frente com um veículo Polo no quilômetro 346 da rodovia, próximo à vila São Paulo. No dia 25 de março, o motociclista Márcio Olariano da Silva, 30 anos, morreu após perder o controle da sua moto e cair em uma canaleta no quilômetro 344.
Na madrugada do dia 26 de março, Luiz Miguel Augusto, 23 anos, foi encontrado pela própria mãe, já sem vida, dentro de seu veículo, que capotou e caiu em uma ribanceira na altura do quilômetro 366 da rodovia.
No dia 5 de maio, um Voyage de Bauru bateu de frente com um Toyota Corolla de Duartina na altura do quilômetro 376, entre Iacanga e Arealva. O casal Ida Peres Gouvea e Odir da Silva Gouvea, que estavam no Voyage, morreram no local.
No dia 27 de junho, um choque entre um Gol e um caminhão carregado com frango resultou em outras duas vítimas fatais.
O acidente foi registrado no quilômetro 370 da rodovia, no trevo de acesso a Arealva, quando o caminhão tentava cruzar a via. As cunhadas Vilma Francisca de Lima, 27 anos, e Maria de Lourdes Teodoro, 30 anos, que estavam no carro, com placas de Borborema, morreram no local.
Além de não possuir acostamento em alguns trechos, a estrada – de pista simples – é cheia de curvas, possui sinalização deficiente e serve de acesso a municípios banhados pelo rio Tietê.
Outro tema: questão hospitalar e soluções
Pela manhã, acompanhado do deputado Pedro Tobias e do subsecretário da Casa Civil, Rubens Cury, o governador Geraldo Alckmin - que havia pernoitado em Bauru - visitou a Maternidade Santa Isabel.
A gestão da unidade, antes sob a responsabilidade da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), passou para as mãos da Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp) no dia 1º de junho.
“Conversei com médicos, enfermeiras, pacientes e está todo mundo satisfeito, já viu que melhorou”, afirma.
O próximo passo, de acordo com ele, é investir na modernização da maternidade. “Nós vamos estudar a questão do prédio, fazer uma reforma completa e ampliar a maternidade. Tem um prédio no fundo, com obra parada há quase vinte anos”, diz.
Questionado sobre o futuro do Hospital de Base (HB), o governador informou que a situação será definida ainda este mês. “O Hospital de Base é o próximo que vai ser encampado. A Secretaria de Saúde está terminando os entendimentos”, anuncia. “Há uma hipótese com a fundação da USP. Existia uma alternativa com a Famesp, mas este mês vamos definir a melhor solução”.
Em relação ao impasse envolvendo a responsabilidade pelo pagamento das rescisões dos funcionários do HB, ele explica que a decisão ficará a cargo da Procuradoria-Geral do Estado. “O passivo não é do governo. Então a Procuradoria-Geral do Estado vai buscar a melhor solução jurídica. Queremos atendimento gratuito e de qualidade”.