Acabei de olhar o relógio, é 1h da manhã, ainda estou estressado com o barulho e a experiência de ter que chamar a polícia para o meu vizinho, e aí vocês, leitores, devem estar imaginando que tipo de pessoa seria esse suposto vizinho, talvez um marginal, um bandido. Se enganaram, ele é uma autoridade pública, que sempre vejo nos noticiários desse jornal, lutando pelos direitos das pessoas, só que para por aí. Aqui no condomínio onde moro, ele e os freqüentadores de sua casa, que infelizmente é ao lado da minha, não têm o menor respeito pelas pessoas que aqui moram.
Quando faz as suas festas, pouco se importa com o bem-estar de seus semelhantes, no caso pessoas de idade avançada, como meu pai que tem 80 anos, crianças que aqui moram, meu filho que entra às 6 da manhã, e por aí vai. Mudamos pra cá pra ter tranqüilidade, mas acho que nos enganamos. Me pergunto a quem recorrer se o homem que deveria zelar pela ordem promove a desordem. A quem recorrer?
Luiz Manoel Ilhesca