Licenciado do cargo desde novembro do ano passado por motivos de saúde, Tharcílio Baroni Júnior reassume nesta terça-feira, dia 10, a Prefeitura de São Manuel. A Justiça concedeu liminar, na última sexta-feira, a pedido do Ministério Público (MP), para que o prefeito em exercício, Vilson José Innocenti (PSDB), fosse afastado do comando do Poder Executivo. A solicitação foi feita após a deflagração da “Operação Paraíso”, no dia 28 de junho, que desarticulou suposto esquema de desvio de recursos da saúde no município.
De acordo com o advogado de Tharcílio, Henrique Crivelli Alvarez, a liminar afasta ainda outras pessoas ligadas à administração, entre elas, o diretor de Saúde, Carlos Marcílio Balestrero Júnior, que chegou a ser preso no último dia 28, mas foi solto por colaborar com os trabalhos. Chefe de Gabinete, Andrea Moscatelli também teve determinada sua exoneração.
O caso
O suposto desvio - que pode chegar a R$ 1 milhão em apenas quatro meses - teria ocorrido a partir de contrato assinado entre a prefeitura de São Manuel e Irmandade da Casa Pia São Vicente de Paulo, sem licitação, para o gerenciamento dos Programas de Saúde da Família (PSFs) no município. O hospital, por sua vez, teria subcontratado a Empresa Paulistana de Saúde para os serviços, que não teriam sido prestados.
A operação foi coordenada pelo Núcleo Bauru do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP). Por colaborar com os trabalhos, Balestrero Junior foi solto no mesmo dia.
Com apoio de mais de 70 agentes da Polícia Federal de Bauru, Polícia Militar, Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da capital e Gaeco de Salvador, na Bahia, promotores de Justiça do Gaeco de Bauru cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em São Manuel, São Paulo e Salvador, além de vários mandados de prisão.
Recolhidos
No total, foram apreendidos cinco carros - um deles importado -, duas motocicletas, avaliadas em mais de R$ 20 mil cada; documentos, relógios no valor de R$ 120 mil, joias, dinheiro, documentos e computadores. O Gaeco apura ainda suposta corrupção e “indícios concretos de fraude” em concurso da prefeitura.