Conforme foi anunciado ontem pelo Comando Geral da Polícia Militar (PM), as bases da corporação no Estado serão blindadas em até 70 dias. Bauru deve estar no cronograma uma vez que, de acordo com o Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), foi solicitado um mapeamento sobre quais unidades teriam prioridade de segurança na questão. Por questões lógicas, estes apontamentos não foram revelados.
A promessa de blindagem nas bases ocorre após a série de ataques que tirou a vida de sete policiais de folga na Capital e deixou 15 coletivos em chamas. Setores de inteligência das polícias investigam se os ataques foram orquestrados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Oficialmente, esta relação nunca foi confirmada.
No interior, até agora, nada foi registrado. Apesar disso, surgiram rumores sobre possíveis ataques em Bauru. Informações extraoficiais davam conta de que criminosos estariam levantando endereços de policiais. A PM, além de não confirmar o fato, afirma que não há qualquer ação suspeita em Bauru.
O último relato de ataque a uma base da polícia na cidade ocorreu há um ano. Na ocasião, foi atirada uma garrafa com líquido inflamável e um pano na ponta contra a Base Noroeste. O objeto, que aparentava ser um coquetel molotov, não entrou em combustão.
No local, foram encontradas outras três garrafas. Os recipientes, com capacidade de aproximadamente 600 mililitros, estavam com o mesmo líquido da que foi jogada em direção à base. Todos estavam com panos no gargalo. Ninguém foi preso.