Em relação às "qualidades" de grande parte dos políticos aqui do Brasil, ou seja, falta de caráter, honestidade, amor ao próximo, temor a Deus, vergonha na cara, hombridade, responsabilidade, comprometimento e respeito com aqueles que os elegem, compostura, decência e tantas outras "qualidades" que me escapou à memória agora, o que mais se pode dizer? Acho que o exposto acima é tão óbvio e surrado que ninguém mais aguenta ler.
Aí é que está o ponto, agimos assim, eu escrevo e nós lemos, vocês escrevem e eu leio e eles estão dando risada e achando graça desta pasmaceira de nossa parte. A verdade é que não adianta sairmos isoladamente gritando pelas ruas a nossa indignação contra essa escória da sociedade (pelos atos praticados nos últimos tempos, escória até que ficou um termo brando).
Teríamos que nos organizar, o que, infelizmente, não é fácil. Experimente você, que está lendo, tentar reunir as pessoas do quarteirão onde mora para juntamente reivindicarem alguma melhoria no seu bairro junto à prefeitura. Não aparecerá quase ninguém (eu já tive esta experiência), alguns não têm tempo, outros não querem se comprometer e por aí vai.
Os tais políticos que elegemos e que deveriam ser os nossos líderes para que obtivéssemos uma sociedade mais justa se enquadram, infelizmente, na situação citada acima.
E os "caras pintadas", entre eles a maioria jovens estudantes que derrubaram a ditadura, não poderiam se organizar novamente por uma causa tão ou mais justa quanto aquela? Não podemos ignorar o mérito daquilo que se conseguiu na época, mas pensemos, quem liderou aquele movimento pelas diretas já?
Foram os políticos (não vou citar nomes, mas todos sabem), cujo interesse era derrubar o regime militar para tomar posse do país. Então a força foi grande. Não foram os "caras pintadas" que tiveram iniciativa própria, pois se assim tivesse sido a reação certamente voltaria a acontecer nos tempos de agora. E eles, políticos, conseguiram e o que fizeram? Isso que tristemente constatamos hoje. Quem não comete as barbaridades diretamente, acoberta os que as fazem, dizendo: não vi nada, não sei de nada, nada está provado, etc.
É, meus amigos leitores, a coisa tá feia, a coisa tá preta, quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta (refrão de uma música de Tião Carreiro e Pardinho). Precisamos urgentemente de novas lideranças e pessoas que se comprometam. Mas para se comprometer tem que estar por dentro da real situação política do país e pra isso tem que ter um nível pelo menos razoável de educação, esta é a ferramenta. E como anda a educação no país?
Enquanto isso, eu escrevo vocês lêem, vocês escrevem e eu leio. Quem sabe um dia...!
Professor Gilberto Fernandes