Belo Horizonte - O direito do goleiro Bruno Fernandes de Souza de trabalhar na faxina do presídio para futuramente abater dias na sua pena foi suspenso ontem pela direção do presídio em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A medida é uma punição por causa de uma carta que o goleiro enviou anteontem, por meio do advogado Rui Pimenta, à TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas.
Na carta, Bruno diz que “nunca ordenou ou determinou o desaparecimento” de Eliza Samudio, sua ex-amante - na carta ele evita as expressões sequestro e morte, conforme consta na denúncia do Ministério Público. Fala apenas em “possível crime”.
A Secretaria de Estado de Defesa Social informou em nota que Bruno “cometeu erro disciplinar ao ignorar as regras de segurança” do presídio ao “enviar, fora dos trâmites legais, uma carta ao público externo à unidade, por meio de seu advogado”.
Segundo a secretaria, as correspondências precisam passar por um departamento específico para serem registradas e ter o teor analisado para “resguardar a segurança da sociedade e da unidade prisional”.