Barra Bonita – Em breve, Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) vai passar a integrar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional, com sede em Jaú (47 quilômetros de Bauru), que já conta com a adesão de Bocaina, Brotas e Itapuí (leia mais abaixo). Igaraçu do Tietê recebeu convite de Barra para participar da regionalização, o que reduziria os custos de manutenção, mas ainda não respondeu o ofício enviado pela Secretaria de Saúde.
O JC apurou que divergências em relação ao local de instalação da central de atendimento do Samu estariam impedindo adesão de Igaraçu.
O município defende que essa central funcione em uma de suas unidades básicas de saúde. Já Barra quer que a sede do Samu seja instalada no Hospital e Maternidade São José, onde funciona o Pronto-Socorro (PS) local, pelo fato da unidade contar com estrutura para atender casos de urgência e emergência.
Além disso, Igaraçu não concordaria com cálculo do percentual de repasse mensal feito por Barra para que os dois municípios dividissem os custos de manutenção do Samu. O secretário de Saúde de Barra Bonita, Jorge de Freitas, sugeriu ao prefeito da cidade vizinha que ele repassasse 35% do total das despesas, contra 65% de Barra.
Em resposta, Igaraçu questionou qual seria a base utilizada por ele para esse cálculo. “O cálculo, à princípio, que eu havia feito era baseado no número de pacientes que são atendidos pelo Pronto-Socorro de Barra Bonita”, explica. “Se a gente fizer os cálculos por número de habitantes, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa conta fica maior para Igaraçu, fica 39,6%”.
Novo ofício com essas explicações foi enviado à prefeitura de Igaraçu que, até ontem, não havia respondido.
Prazo
O secretário de Saúde de Barra Bonita informou que vai aguardar a resposta do município vizinho até o início da semana que vem.
“Eu acho que seria interessante, o custo seria menor”, diz. Com ou sem a adesão de Igaraçu, porém, ele adianta que Barra vai integrar o Samu Regional em Jaú.
Em tempo: o próximo passo, de acordo com ele, já com o sistema em funcionamento, será pleitear junto ao governo federal uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a cidade.
A reportagem do JC entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Igaraçu do Tietê, mas foi informada de que o prefeito não havia sido localizado.
Custos
Freitas explica que o governo federal repassa R$ 12,5 mil por mês de verba de custeio para as cidades que integram o Samu Regional.
Os municípios, porém, têm que arcar com o pagamento dos salários e alimentação de quatro motoristas e quatro auxiliares de enfermagem, treinamento desses funcionários, compra de uniformes, combustível para a ambulância – que é doada pela União –, seguro do veículo, construção da central do Samu e mais R$ 0,59 centavos por habitante.
Obras em andamento
Além da central do Samu, o secretário de Saúde de Barra Bonita, Jorge de Freitas, conta que a cidade vai contar em breve com unidade do Programa de Saúde da Família (PSF) e Central de Curativos no bairro Cohab, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
O município também vai dar início às obras de construção de uma unidade do PSF com 180 metros quadrados de área no bairro Sonho Nosso e a um Centro de Fisioterapia com área de 300 metros quadrados e reformar três dos cinco postos de saúde (Central, da vila Habitacional e vila Correa).
Como funciona
A base operacional do Samu Regional de Jaú começou a funcionar no último dia 23 de maio e está instalada na avenida José Maria de Almeida Prado, nº 628, no jardim Pedro Ometto. Nos casos de urgência e emergência, os moradores das cidades integradas ao sistema devem telefonar para o 192 ou o 08007710065.
As ligações são direcionadas à central de Jaú e atendidas por um médico, que faz a triagem para o atendimento e autoriza o envio das Unidades de Suporte Básico (USBs) estacionadas nas centrais de cada município.
Além do médico regulador, a central conta com três médicos intervencionistas, telefonistas, técnicos em enfermagem e motoristas.
A base regional dispõe ainda de duas Unidades de Suporte Avançado (USAs), conhecidas por UTIs móveis, que atendem os casos mais graves.