Uma técnica antes utilizada apenas em casos de cálculo renal, agora ajuda pessoas com tendinite, bursite no quadril, esporão no calcanhar, entre outros. A terapia se baseia na regeneração do tecido e ativação dos mecanismos de defesa do corpo através de ondas de choque. Antigamente encontrado apenas nos principais hospitais e consultórios de São Paulo, atualmente existem clínicas em Bauru e região que utilizam esse tratamento.
A terapia por ondas de choque tem disponibilizado aos ortopedistas um método terapêutico alternativo para tratar inflamações crônicas dos tendões, calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e fraturas com retardo ou
não-união óssea. O método é uma opção indicada para pacientes que já recorreram a métodos tradicionais, como medicação e fisioterapia, sem sucesso.
O secretário da Sociedade Internacional de Ondas de Choque e membro da Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque aplicadas ao sistema musculo-esquelético, médico José Eid, trabalha com o método há 15 anos.
“Hoje, mais de 50 países já fazem o tratamento. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a utilizar o método. O crescimento é avassalador. Do ponto de vista científico, a onda de choque está cada vez mais estabelecida e reconhecida mundialmente”.
A onda de choque não é um fenômeno elétrico, e sim sonoro, com ondas de alta amplitude e baixa frequência que conseguem aplicar energia em uma área localizada, onde se encontra o problema ortopédico.
Muito empregado em medicina esportiva e liberado para tratamento em atletas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) durante as olimpíadas deste ano, também foi usado nos jogos pan-americanos no Brasil. “Os estudos mostram que a resolução dos problemas está entre 70% e 80%”, explica José Eid.
Segundo ele, existem vários modelos de aparelhos, e a tecnologia usada em Bauru é a radial, assim como em serviços do Hospital das Clínicas e o Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo.
“As vantagens são muitas pelo método não ser invasivo, o que não agride o corpo e o paciente continua com seu ritmo normal de vida”, diz o ortopedista Luís Fernando Bergami Antunes, que utiliza o tratamento em Bauru.
Segundo ele, o tratamento tem baixo índice de complicações. “Em relação ao tratamento cirúrgico seu custo é muito menor, embora ainda os planos não tenham obrigatoriedade de pagar o tratamento”. Os planos de cobertura são feitos pela Agência Nacional de Saúde (ANS).
No Brasil, o tratamento tem reconhecimento pelos órgãos reguladores e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, sociedade brasileira de medicina e cirurgia do pé, do ombro e cotovelo e da medicina física e reabilitação.