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Austeridade do presidente francês inclui viagem de trem e vinho barato


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Paris - A garrafa do vinho tinto Domaine de la Sauvageonne, vendida em supermercados franceses por cerca de 10 euros (R$ 25), poderia ser um dos símbolos da nova realidade imposta pelo presidente François Hollande à cúpula política francesa.

A escolha da bebida para uma recepção na residência do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault no começo do mês não passou despercebida entre os convidados, acostumados ao bom champanhe servido em gestões anteriores.

Só que, em tempos de crise - e com a ascensão de um socialista ao poder -, a austeridade combatida por Hollande como solução para a Europa atingiu seu gabinete e o palácio do Eliseu.

Na garagem do presidente, o Citroën C6 foi substituído por um modelo menor, o híbrido a diesel Citroën DS5.

Um de seus três motoristas foi dispensado, e o premiê também circula agora com um carro mais barato - um Peugeot 508.

Os cortes não pouparam os deslocamentos mais longos. A ordem dada aos ministros foi a de trocar viagens de avião por trem sempre que possível. O próprio Hollande deixou o avião de lado e foi de trem a Bruxelas recentemente.

Se o voo for a única opção, os membros do gabinete têm sido orientados a comprar bilhetes da classe econômica - apesar de, no caso de ministros, um “upgrade” não ser difícil em uma empresa como a Air France, que tem participação do Estado francês.

Menos simbólicos e mais reais foram os cortes de 30% nos salários dos ministros, uma promessa de campanha de Hollande. O valor em seus contracheques não poderá ultrapassar os US$ 16 mil (R$ 33 mil) recebidos pelo premiê. O presidente também teve seu salário reduzido de US$ 26 mil (R$ 53 mil) para US$ 18 mil  (R$ 37 mil).

Valérie Pécresse, ministra do Orçamento de Sarkozy, diz que a austeridade da esquerda é “hipocrisia”. “Quem acha que dobrar um imposto e baixar os salários de ministros vai equilibrar o Orçamento?”

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