Damasco - Os rebeldes sírios que combatem as tropas do regime de Bashar Assad em Damasco anunciaram anteontem que a “batalha pela libertação” da capital havia começado e que só teria fim após a conquista da capital.
“A batalha pela libertação de Damasco começou e os combates não vão parar na capital. Nós vamos para a vitória”, afirmou o coronel Qasem Saadedin, porta-voz do Exército Sírio Livre (ESL).
O ELS, formado por desertores e civis armados, enfrenta com armas leves o exército regular, que possui grande poder de fogo.
Também ontem o ESL ameaçou promover ataques contra líderes civis e militares do governo que não desertarem antes do fim deste mês.
Um comunicado divulgado ontem pelo ELS diz que os rebeldes garantirão a segurança dos desertores que se unirem à oposição.
Anan e Putin
Um dia antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU votar uma resolução que ameaça impor sanções às autoridades sírias, Ban Ki-moon e Kofi Annan viajaram à Rússia e China para pedir consenso entre os países com poder de veto. A resolução, proposta por Reino Unido, EUA, França e Alemanha, estenderia a atual missão de observadores não armados da ONU por 45 dias (ela expira no próximo dia 20). Coloca ainda o atual plano de paz do enviado especial Kofi Annan sob o capítulo 2 da Carta da ONU, que permite ao Conselho de Segurança autorizar ações que vão de sanções econômicas e diplomáticas à intervenção militar no país.
A resolução também estabelece que a Síria vai ser submetida a sanções se não retirar suas tropas e armas pesadas das principais cidades em até dez dias a partir da adoção do texto. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou a Annan que fará tudo o que puder para ajudar na implementação do plano de paz na Síria.
Depois de reunião, Serguéi Lavrov, ministro das Relações Exteriores, disse que a Rússia está disposta a entrar em consenso com os outros países do Conselho na próxima reunião: “Já conseguimos alcançar um difícil consenso na conferência de paz de Genebra no mês passado. Não vejo razão para não fazermos na próxima reunião do Conselho de Segurança”.