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Campeonato Brasileiro: Noite do Rei...dos empates


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Acomodado em seu camarote na Vila Belmiro, o Rei Pelé acompanhou os 90 minutos do empate entre Santos e Botafogo ontem à noite. O time do técnico Muricy Ramalho ficou no 0 a 0 com os cariocas, e somou sua sétima igualdade no campeonato. O resultado manteve os santistas na parte inferior da classificação, com 10 pontos. Os botafoguenses, por sua vez, chegaram aos 17 pontos e seguem próximos aos líderes.

Como aconteceu na rodada passada, o Santos voltou a sentir falta de Neymar, Ganso e Rafael, integrados à Seleção Brasileira para os Jogos Olímpicos de Londres. Por consequência, se tornou o recordista de empates deste Brasileirão.

O Botafogo teve mais motivos para lamentar. Melhor em campo, desperdiçou boas oportunidades, principalmente no segundo tempo, e deixou de somar outros três pontos.

 

O jogo

Sem sofrer pressão da pouca torcida presente na Vila Belmiro, o Botafogo controlou o jogo e criou as melhores chances de gol no primeiro tempo. Até os 30 minutos, o time carioca somava sete finalizações, contra nenhuma dos donos da casa.

Porém, aos 35, o santista Felipe Anderson acertou belo chute de longe e carimbou o travessão botafoguense. Três minutos depois, Miralles investiu pela esquerda e bateu cruzado. Jefferson fez a defesa. Na sequência, Bruno Rodrigo, que entrara no lugar de Edu Dracena (saiu machucado logo aos 10 minutos), cabeceou com perigo. O goleiro do Botafogo fez outra boa defesa. A resposta dos visitantes veio com Fellype Gabriel, em finalização forte de fora da área, no travessão, aos 35 minutos.

O Santos voltou melhor do intervalo, só que não manteve o ímpeto por muito tempo. O Botafogo logo recuperou o domínio, apostando principalmente nas jogadas pela esquerda, com Andrezinho e Márcio Azevedo. O time carioca só não saiu de campo com a vitória porque mostrou pouca objetividade no ataque. Cidinho, aos 41 minutos, desperdiçou a melhor chance da segunda etapa, ao ser neutralizado pela zaga santista quando estava cara a cara com Aranha. A torcida local só respirou aliviada quando o árbitro apitou pela última vez. E, no fim, o suspiro deu lugar às vaias. Pelé, no entanto, se conteve.

 

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