Brasília - Nenhuma operadora de telefonia celular que sofreu restrição de venda de novas linhas apresentou, até o momento, um plano completo de melhoria de qualidade dos serviços, afirmou ontem em coletiva de imprensa o superintendente de serviços privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos.
Ramos reuniu-se quinta e sexta-feira com representantes das três empresas que sofreram suspensão de vendas: Tim Participações, Oi e Claro.
Segundo ele, na segunda-feira a TIM e a Claro devem apresentar uma primeira versão do plano exigido pela agência para suspender as punições. A Oi deve ter uma nova reunião com a Anatel segunda ou terça-feira.
Ramos reuniu-se ontem com representantes da Oi. Ele classificou a reunião como “estratégica”. “Mostra que a empresa está interessada em cumprir o alinhamento de qualidade que a Anatel exige”.
O superintendente acredita que, com a implementação dos planos de melhoria por parte das teles, a qualidade de rede deverá ter melhorias em cerca de seis meses.
Segundo ele, somente após as empresas entregarem os planos de investimentos e melhorias, no começo da semana que vem, é que será possível estimar o prazo para que a Anatel analise e aprove ou não os projetos.
A suspensão das proibições só acontecerá com a aprovação dos planos.
Segundo Ramos, também na semana que vem a Vivo, que não teve vendas suspensas, mas precisa apresentar um plano de investimentos, deverá se reunir com os técnicos da Anatel para apresentar sua proposta.
Na quarta-feira, a Anatel anunciou que, por problemas na qualidade dos serviços, suspendia as vendas de novos chips de aparelhos móveis da TIM em 18 Estados, mais o Distrito Federal; da Oi, em cinco Estados; e da Claro, em três Estados. A restrição começa a valer na próxima segunda-feira.
TIM entra na Justiça
Brasília - A TIM entrou ontem com mandado de segurança na Justiça Federal contra a decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de proibir a comercialização de novos pacotes de voz e dados a partir de segunda-feira.
A operadora pediu que o juiz do processo suspenda imediatamente a decisão da agência e autorize a comercialização de novas linhas pelas empresa. Ele ainda não examinou o pedido. Em comunicado enviado ontem, em que explicava a decisão de recorrer à Justiça, a empresa contestava os dados que levaram à decisão da Anatel e diz que “considera a punição excessiva e provoca um desequilíbrio na competitividade do mercado”.
Representantes da empresa se reuniram com técnicos da Anatel na quinta-feira para levantar todos os pontos que devem ser sanados para atender às exigências da reguladora.