Ata do Copom
Na última quinta-feira foi divulgada a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central Brasileiro. O principal indicativo é que a taxa de juros básica, a chamada Selic, cairá menos daqui para frente. Na prática é preciso esperar o mercado assimilar os novos patamares de juros e ao mesmo tempo acompanhar a solução para a crise a partir da Europa.
Juros na ponta
Os juros para tomador de recursos caíram, mas já perderam o fôlego. Os bancos precificaram o risco de inadimplência (considerando a queda no desempenho das empresas e o endividamento das pessoas) e estão mais seletivos. Tem até recursos baratos, abaixo de 1% ao mês, mas para poucos e com garantias adicionais. De qualquer maneira é preciso garimpar o mercado. Zona de conforto jamais.
Pequenos gastos
O velho ditado coloca: de grão em grão a galinha enche o papo. De pequeno em pequeno gasto, sem controle, o gasto pode extrapolar o razoável. Ninguém está defendendo ter economias “burras” e nem ser avarento, mas é preciso ficar atento a tudo. Separe o dinheiro no bolso que entenda ser efetivamente necessário. Evite levar muito dinheiro, pois este montante passa a sensação de poder, de que tudo é possível. Sempre que possível anote os gastos e seja seletivo. É possível economizar um bom valor agindo com disciplina.
Compra à vista em dinheiro ou no cartão
Continuo observando algumas lojas fazendo distinção no valor de venda à vista se pago em dinheiro ou no cartão (tanto de débito como crédito). Nenhuma empresa é obrigada a aceitar a compra no cartão, desde que isso seja claro ao consumidor. Entretanto, uma vez que o estabelecimento aceita o pagamento no cartão, o valor à vista deve ser idêntico tanto no cartão como em dinheiro. O empresário alega que no cartão há um custo envolvido, e é verdade, mas lei é lei. O pior dos mundos é não cumprir a lei.
Venda no cartão reduz inadimplência
Ao aceitar a venda no cartão, a empresa, além de ter segurança em seu caixa, evitando expor dinheiro em demasia, ainda tem a garantia do recebimento da venda. A operadora de cartão ao autorizar a venda assume o ônus de eventual inadimplência do comprador. É mais negócio assimilar o custo do cartão ou até mesmo, se o mercado consumidor aceitar, embutir este custo no preço do produto, do que ficar tentando burlar a lei. Em cheque pré-datado então o risco é ainda maior, pois se voltar sem fundos, as despesas de devolução são salgadas. Faça seus cálculos e concluirá que os bônus são maiores do que os ônus.
Seguro sempre
Muita gente não se preocupa muito em fazer seguro. Avalio que seja um erro. Primeiro porque quase ninguém tem disciplina financeira o suficiente para poupar para emergências. Além disso, ninguém sabe ao certo qual a dimensão que irá tomar um sinistro.
Seguro de veículo
Já pensou o que aconteceria se colidisse com um carro importado de elevado valor? O certo mesmo ao adquirir um veículo é colocar no investimento o valor anual do seguro. Isso garante tranquilidade se algo ocorrer além de sua capacidade de honrar o compromisso. Analise pelo menos a possibilidade de ter um seguro contra terceiros.
Seguro de vida
Outra modalidade importante, inclusive por prever indenização em caso de invalidez. Pense nas garantias que o seguro pode lhe oferecer em casos de perdas ou acidentes.
Seguro patrimonial
Segurar uma casa ou apartamento é mais barato do que imagina. Além disso, muitas seguradoras oferecem serviços adicionais como chaveiros, desentupimentos, entre outros. Vale a pena conhecer.
Preocupação ecológica
O que fazer com o óleo de cozinha depois de utilizado? Jogar na pia ou tanque nem pensar. Hoje é possível reaproveitá-lo. Neste particular ajude entidades filantrópicas, como a APAE, que consegue fazer um bom dinheiro com este resíduo e o que é melhor, sem poluir o meio ambiente. Faça sua parte.
Mude para melhor!
Sempre ouvimos falar que o tempo é o senhor da razão. Afinal o que está por trás deste ditado? Penso que a frase quer nos dizer: em momentos de turbulência ou até mesmo quando há perdas, decepção, fracassos, injustiça, o tempo se encarrega de ajustar as coisas ou demonstrar aquilo que no momento que ocorreu ninguém conseguiu enxergar: a verdade. O tempo faz isso, desde que, evidentemente, tenhamos a mente aberta para tanto. Mas vale uma reflexão: seria possível antecipar este tempo? Para mim a resposta está em nós mesmos, isto é, em que dimensão minha mente é aberta e possuo sensibilidade para abstrair questões mais agudas e analisar todos os aspectos. Alguns envelhecem e ficam ranzinzas, outros envelhecem e amadurecem, vendo as coisas com mais sabedoria. Prefiro o segundo grupo. Mude já, mude para melhor!