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Fé e centenas de pedidos de proteção

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

Fiéis lotaram a igreja para pedir a bênção a São Cristóvão

Mais do que pessoas, as centenas de veículos que participaram da carreata de São Cristóvão na manhã de ontem foram ocupadas por fé, pedidos de proteção e histórias de estradeiros. A homenagem feita ao santo padroeiro dos motoristas, que tem sua data comemorada em 25 de julho, fez parte das atividades relacionadas à 47.ª edição da Festa de São Cristóvão de Bauru.


A carreata saiu do Sindicato das Empresas de Transportes de cargas de Bauru (Sindbru), seguiu pela avenida Nações Unidas, sentido bairro-Centro, passou pelas ruas José Ferreira Marque, Joaquim da Silva Martha e Praça Portugal até chegar em frente à matriz, na avenida Nossa Senhora de Fátima, onde o padre Luiz Antônio Lopes Ricci, pároco da Igreja de São Cristóvão, realizou a bênção dos veículos, seguida de missa.


A quantidade de caminhões na fila da bênção ultrapassou os 500 veículos. E entre motocicletas, carros de passeio e veículos de empresas, o padre levou quase duas horas ininterruptas para benzer todos.


Há cinco anos no comando da festividade religiosa, padre Ricci confessa ter ficado surpreso com o aumento da participação da comunidade na festa.


“A quantidade de veículos na carreata, que aumenta a cada ano, mostra a bonita manifestação de fé das pessoas. E eu agradeço a Deus por tudo isso”.

 

Salvo pela fé


Não faltou quem tivesse uma história de fé para contar. Esse foi o caso, por exemplo, do caminhoneiro Enivaldo Aparecido da Silva. No comando de boleias há 25 anos, ele leva a vontade de chegar ao destino e a fé em São Cristóvão pelas estradas.


“Acredito que já fui salvo pela fé. Certa vez eu sofri um acidente viajando pelas estradas de Mogi Mirim, em uma forte tempestade. Nem sei dizer ao certo como tudo aconteceu, mas houve um choque violento do caminhão contra um barranco. Comecei a rezar quando percebi que não tinha como evitá-lo. Bom, machuquei apenas o braço, e minha fé aumentou”, conta.


Com 40 anos de profissão, o caminhoneiro Valdir Aparecido do Carmo participa das carreatas há mais de uma década. “Recebo proteção diária, algo que é fundamental nessas estradas”.

 

Tradição


Filho de caminhoneiro, o motorista Adriano Alcântara herdou do pai a devoção a São Cristóvão. Agora, passa o legado à filha Isadora, 9 anos. “Sinto que a fé nos protege”, diz Adriano.


Apesar da pouca idade, Isadora sabe bem porque participa da carreata: “Já é a segunda vez que participo com meu pai. Gostei muito disso e sei que a fé é importante para nossa proteção”, acredita a pequena.

 

 

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