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Ex-cunhado de Cachoeira é solto

Folhapress
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Goiânia - Adriano Aprígio, ex-cunhado de Carlinhos Cachoeira, foi libertado ontem após pagar fiança de R$ 10 mil. Ele estava preso na sede da Polícia Federal em Goiânia desde o dia 6 de julho. Aprígio admitiu ter mandado um dos três e-mails que a procuradora da República Léa Batista, uma das responsáveis pela Operação Monte Carlo, recebeu.

Na mensagem, Aprígio pergunta por que a procuradora “foi tão dura demais” com os investigados. No texto, afirma ainda que procuradora quase destruiu sua família. O e-mail era assinado por injustiçado. A PF rastreou o IP e chegou à máquina de Aprígio.

Outros dois e-mails recebidos pela procuradora tinham conteúdos mais ofensivos e ameaçadores. Esses e-mails foram enviados a partir de uma lan house de Anápolis - cidade de Cachoeira e Aprígio. O advogado do ex-cunhado de Cachoeira negou que seu cliente tivesse enviado esses dois e-mails.

O advogado de Aprígio, Ronivan Peixoto, disse que a prisão era injusta pois o e-mail enviado por seu cliente não tinha intimidação ou ameaça. Mesmo assim, o defensor afirmou que seu cliente se arrependeu de enviar a mensagem.

 

Cachoeira fica preso

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, negou ontem pedido de Carlos Cachoeira para que fosse solto. Os advogados do contraventor tentaram suspender liminar do ministro Gilson Dipp que o mantém preso.

O argumento é que o julgamento de recurso já apresentado pela defesa do bicheiro, iniciado pela Terceira Seção, foi interrompido por pedido de vista e, na melhor das hipóteses, só será retomado em 8 de agosto, após o recesso do Judiciário. Sendo assim, diz o pedido, os “graves efeitos” da liminar perdurariam por prazo excessivo.

Ao negar o pedido, Pargendler argumentou explicou que o juiz de plantão não pode revisar decisão do juiz natural, que “relatou e decidiu durante o período normal de atividades do tribunal”, e nem avocar a competência já submetida à Terceira Seção. “A avocação é via de uma só direção, partindo do órgão colegiado para o singular, e não o contrário”, explicou, na decisão.

 

 

Avaliação psiquiátrica do contraventor

Goiânia - Um dia antes de participar de audiência na Justiça Federal em Goiás, o empresário Carlinhos Cachoeira passou ontem por duas avaliações psiquiátricas: uma por seu médico particular e outra por um perito criminal.

As avaliações foram um pedido da defesa de Cachoeira. Ele foi atendido pelo psiquiatra Antônio Frota, por cerca de meia hora. Além disso, um perito indicado pela Justiça Federal fará relatório para o juiz responsável pelo caso.

A partir da avaliação, o magistrado poderá decidir se Cachoeira permanece preso preventivamente ou se poderá responder ao processo em liberdade. “Estamos preocupados com o estado de saúde dele”, disse a advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti.

O empresário foi transferido ontem de presídio em Brasília para a sede da PF em Goiânia para participar de audiência. A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, esteve no local e enviou um bilhete ao marido. No papel, dizia que o amor entre eles “era mais forte que tudo” e que estava rezando pelo empresário.

As audiências ocorrerão entre hoje e amanhã na 11.ª Vara Federal, onde corre processo em que Cachoeira e mais 80 pessoas são acusadas de crimes como corrupção e formação de quadrilha.

O processo tem origem na Operação Monte Carlo, a mesma que gerou o escândalo do qual o empresário é pivô.

 

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