Tribuna do Leitor

"UM BREVE ADEUS AO BAR DA LUSO"


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Quando foi dado como certa a venda da Luso, há algum tempo atrás, foi uma tristeza geral, principalmente para aqueles que viram o clube ser erguido, como eu, que durante muitos anos usufruiu das quadras de basquete como atleta, das piscinas e dos grandes carnavais da família Lusitana. Nos tempos atuais, o que restou de bom ali foi o bar do meu grande amigo Sérvio e sua irmã Darcy.

Os sábados e domingos com música ao vivo viraram ponto de encontro das família e dos amigos que lá vão saborear os deliciosos pratos que são oferecidos. O cantor Rafael é ótimo com suas músicas alegres e que com seu bom humor brinca com as pessoas levando alegria para todos que por ali passam.

Tem também a D. Elza, que dança o tempo todo, a Vera que arrisca algumas músicas ao vivo, a Arlete e a Arlene que, tímidas, a tudo assistem sempre sorrindo. Mas para que tudo isso aconteça e a energia flua com bastante intensidade, tem que haver um porque e esse porque é o anfitrião, meu amigo e irmão de longos anos, o Sérvio. Esse moço foi tão importante para mim que eu costumo dizer que a minha vida tem o antes e depois de conhecê-lo.

Ele, além de amigo fiel, é um guerreiro, um batalhador, com ele não tem tempo ruim e apesar das dificuldades e tristezas que a vida oferece, está sempre otimista, alegre sempre sorrindo.

Sabe, amigo, sei que você está triste porque seu bar vai ter que fechar daqui a alguns dias, mas encare isso como uma renovação de vida, um novo ciclo que se abre, é um novo amanhecer, é como uma borboleta emergindo belíssima e colorida de seu casulo. Quando a vida fecha uma porta, Deus abre uma janela. Não vai demorar muito e você vai ter seu novo bar e vai se ver novamente rodeado de seus amigos. Que Deus te dê muita luz. Te amo amigo, ontem, hoje, amanhã, pela eternidade, em outras vidas e nas próximas.

Jacy Guedes de Azevedo

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