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Anatel apura venda irregular de chips pelas operadoras


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Brasília - O superintendente de serviços privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, afirmou ontem que a agência irá investigar a venda de chips pelas três operadoras, TIM, Oi e Claro, que foram obrigadas a suspender a comercialização em Estados do País.

Ele também garantiu que, apesar da greve dos servidores da Anatel, a fiscalização não está sendo prejudicada e que os casos de descumprimento foram pontuais. “Já recebemos relatórios sobre isso e a Anatel vai apurar. Ainda não sabemos se serão aplicadas multas. Vamos fazer uma análise do que aconteceu”, disse.

Bancas de jornal e demais pontos de venda não deveriam estar comercializando novos números das operadoras nos Estados em que sofreram sanção. Caso o consumidor consiga comprar, a operadora não poderá habilitar a nova linha.

]Usuários que se sentirem prejudicados, deverão pedir o dinheiro de volta. Caso não consigam, o caminho é registrar reclamação na própria agência reguladora. “Vimos que, de forma geral, as agência estão cumprindo, alinhadas com despacho da Anatel”, defendeu Bruno Ramos.

 

Demanda na Copa do Mundo

Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer que a TIM Participações faça mudanças no plano de investimentos apresentado à autarquia, dando mais ênfase à melhora do serviço de call center e à projeção de demanda de novos clientes para os próximos anos, disse a jornalistas ontem o superintendente do órgão regulador, Bruno Ramos.

De acordo com o superintendente, 80% do plano apresentado pela empresa é focado em melhorias na rede e faltavam mais detalhes sobre as estimativas da base de clientes e do tráfego de dados nos próximos anos, com dados específicos sobre projeção de tráfego e usuários nos eventos esportivos da Copa do Mundo e Copa das Confederações.

“Queremos saber quantos usuários novos vão entrar na base, qual vai ser o tráfego de voz e dados já que nos próximos dois anos. Queremos saber a expectativa disso nos próximos dois anos porque vamos ter a Copa das Confederações em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014, quando haverá pico de tráfego”, afirmou o superintendente à jornalistas após reunião com executivos da TIM.

Segundo ele, esse ponto não estava claro nos planos da Oi e da Claro, que também sofrerão proibição de vendas e ativação de chips por conta da pouca qualidade de serviço oferecido.

O superintendente evitou se comprometer com o prazo estipulado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de 15 dias para as empresas de telefonia celular retomarem a normalidade de venda e ativação de serviço.

 

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