"...Mestre, rogo-te que olhes para o meu filho, pois é o único que tenho. Um espírito se apodera dele e subitamente dá gritos, lança-o por terra, agita-o com violência, fá-lo espumar e só o larga depois de o deixar todo ofegante. Pedi aos seus discípulos que o expelissem, mas não puderam fazer". Respondeu Jesus: "Oh geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco e vos aturarei..."? (Lucas, 9, 38-42). Claramente, o Cristo se referia àqueles espíritos renitentes no mal, que apesar de já conhecerem as leis de Deus, se esgueiravam do bem para se comprazerem no mal, contra Deus e o próximo.
Notadamente, esse episódio deu-se há mais de dois mil anos, porém, ainda hoje podemos observar tais espíritos que continuam a extenuarem o próximo, seus irmãos, continuam a ofender as leis divinas ensinadas por Cristo, travestidos de criminosos hediondos, corruptos e traficantes, dentre outros, que apesar de terem as informações cristãs, operam na maldade, para obtenção de vantagens imediatas, como o enriquecimento ilícito, atingindo com ações criminosas, corruptas e do tráfico de todos os tipos, fragilizando pessoas que necessitam de saúde, alimentação, educação, segurança, de ações que dependeriam daquele capital que foi desviado, das informações compradas, do medicamento curador que não foi colocado no mercado para salvar em detrimento de outro paliativo que só visa os cifrões e não a cura do doente, ou do tráfico de drogas que destrói indivíduos, famílias, lares, com muita dor, ou de armas, para matar, ou o tráfico humano, para escravizar, para retirada de órgãos, etc.
Onde está o fraternalismo dessas pessoas? Até quando o Mestre Jesus aturará esses criminosos? O cristianismo, dentre outras filosofias religiosas, vem chamando esses irmãozinhos, contudo, o tempo vem chegando, já passados mais de dois mil anos e eles continuam renitentes e persistem no mal, pouco se importando, pois pra esses, morreu acabou, ou "não tenho nada a perder"; observações falsas, uma vez que "haverá choro e ranger de dentes", dirão: "Senhor, Senhor, mas não serão atendidos". Contudo, ainda há tempo de arrependimento, para atenuarem seus crimes, voltando suas ações para o bem do próximo, com ações fraternas, sinceras e caridosas.
E nós, como estamos diante desse contexto? Corrompemos? Traficamos?
Talvez, não como aqueles, porém ainda não somos perfeitos. Estamos a caminho e ele é longo. As vezes, sentimo-nos cansados, mas é preciso continuar, buscando nossa reforma interior, apesar de também conviver com os corruptos, traficantes e criminosos inveterados. Não que sejamos bonzinhos, pois sabemos de nossas imperfeições e estamos lutando internamente para sermos melhores, para no final estarmos junto d?Ele, pois é nisso que acreditamos. Dessa forma, o melhor remédio é ter fé e seguir orando e vigiando. Orando a Deus e vigiando nossas ações, diariamente para que não venhamos a sucumbir e se cairmos, oramos de novo, levantamos e seguimos continuadamente com Cristo.
Aparecido Doniseti Francelin