Polícia

Jovem e idoso morrem no Pronto-Socorro de Bauru à espera de internação em hospital

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Reprodução

Estudante Drielly de Brito passou três dias em uma maca instalada improvisadamente no corredor da unidade pública de saúde 

Duas pessoas morreram no Pronto-Socorro Municipal (PSC), nesta semana, à espera de vagas para internação hospitalar. O último óbito foi registrado na manhã desta quinta-feira, depois de a paciente, a estudante universitária Drielly Carla Alves de Brito, 22 anos, aguardar por três dias em uma maca instalada improvisadamente no corredor da unidade.

Na última segunda-feira, Antonio Toledo, 76 anos, também faleceu no PSC, com suspeita de ter contraído gripe A (H1N1). A vaga de internação – com necessidade de isolamento - havia sido solicitada ao Hospital Estadual (HE) no dia 19, quatro dias antes de sua morte.

Assim como Toledo, a peregrinação infrutífera de Drielly também começou há uma semana. Conforme relata o namorado dela, André Alvarenga - que acompanhou todo o drama -, a jovem começou a sentir dores abdominais no dia 19 e procurou o PSC, onde recebeu medicação e foi liberada.

Ainda sentindo-se mal, dois dias depois foi levada por familiares à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Núcleo Mary Dota, onde realizou exames, cujos resultados só ficaram prontos no dia seguinte, no último domingo. “A Drielly fez exame de sangue e de urina, que apontou que ela precisava ficar internada. Ela passou a noite na UPA e, na segunda-feira de manhã, foi para o PSC, onde foi colocada em uma maca”, relembra Alvarenga.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, no entanto, que a estudante deu entrada no Pronto-Socorro apenas na manhã de terça-feira. De qualquer maneira, a jovem enfrentou uma longa espera até a madrugada de ontem pela vaga de internação, que só foi confirmada quando ela já estava à beira da morte.

Confira a matéria completa na edição de sexta-feira do Jornal da Cidade.

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