Nacional

Caminhoneiros bloqueiam rodovias


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Ribeirão Preto - Caminhoneiros fizeram três paralisações nos últimos dois dias em duas rodovias da região de Franca (309 km de Bauru). O objetivo da categoria é reivindicar medidas do Estado e da União que permitiriam redução nos custos e melhorias nas condições de trabalho.

A primeira manifestação foi realizada à 0h de anteontem, no km 407 da rodovia Candido Portinari (SP-334), entre Franca e Cristais Paulista, com a interrupção, por duas horas, no tráfego de veículos de carga. A passagem foi permitida apenas para carros de passeio, ônibus, motocicletas e ambulâncias.

O segundo protesto aconteceu das 15h às 19h, na rodovia prefeito Fábio Talarico (SP-345), entre Franca e São José da Bela Vista. Mesmo local da manifestação promovida ontem, das 10h às 11h30.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas (Sinditac) de Franca e região, Jonas Elias Ferreira, afirmou que os protestos fazem parte do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC).

Ele diz que os caminhoneiros reivindicam aumento no valor do frete, redução no preço dos combustíveis, queda nos valores das tarifas de pedágios e revisão da determinação do Contran que estabelece ao trabalhador repouso diário de 11 horas. “Se o caminhoneiro ficar esse tempo sem trabalhar, por dia, não existe renda. Não há como obter lucro”, disse Ferreira.

Ele afirmou ainda que o objetivo nos próximos dias é buscar apoio para ampliar o movimento.

 

Paraná

A Justiça Federal proibiu caminhoneiros em greve de bloquear a BR-277, em Guarapuava (256 km de Curitiba).

A decisão da Justiça Federal ocorreu após tumultos registrados na tarde e noite de ontem, quando mais de 20 caminhões foram apedrejados por manifestantes inconformados com colegas que não aderiram à paralisação nacional liderada pelo MUBC.

A proibição foi concedida pela juíza Cristiane Maria Bertolin Polli em favor da Ecocataratas - concessionária que administra a rodovia - e prevê multa de R$ 1 mil por hora de bloqueio para cada um dos manifestantes identificados em caso de desobediência à ordem judicial.

Durante os protestos, dois caminhoneiros ficaram feridos. Um deles foi socorrido com lesões graves, mas não corre risco de morrer.

No início da noite de anteontem, cerca de 80 manifestantes queimaram pneus para bloquear a rodovia e depois passaram a atirar pedras nos motoristas que seguiam viagem. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orientou os manifestantes a realizarem protestos pacíficos, mas parte deles decidiu radicalizar.

A PRF informou que, se houver novos bloqueios, vai solicitar auxílio da Polícia Militar (PM) para retirar os manifestantes do local.

“A manifestação fugiu do controle das pessoas que a organizaram”, disse o policial rodoviário Haroldo Luis Rauch Jr.

O coordenador nacional do movimento, Nélio Botelho, disse que a paralisação é pacífica e que este foi o único incidente registrado no Brasil.

Ele diz que a greve, iniciada na quarta, ganhou força principalmente nos em Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia.

 

Reivindicações

O MUBC quer derrubar as novas normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o setor de transporte, como a substituição da carta-frete pelo cartão-frete e a lei que limita a jornada de trabalho dos caminhoneiros.

No total, oito itens adotados pela ANTT são questionados pelo movimento. “A partir do momento em que a agência revogar esses oito itens, a paralisação acaba”, diz Botelho.

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