Regional

Sem acordo, processo continua em Igaraçu

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Igaraçu do Tietê – Na audiência de conciliação realizada no início da semana entre representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru) e da CPFL Paulista, as partes não chegaram a um acordo e o processo movido pela autarquia contra a empresa continua tramitando. De acordo com o SAAE, a pedido da CPFL, a Justiça determinou a nomeação de perito para avaliar a legalidade dos pedidos feitos pela autarquia.

As duas partes fizeram acordo antigo visando à redução do consumo de energia por parte do SAAE. Enquanto a CPFL diz ter investido mais de R$ 1,5 milhão em projetos para melhorar a eficiência energética das unidades consumidoras da autarquia e ajudar a reduzir gastos com o consumo de energia elétrica, o SAAE alega que a economia prevista de quase R$ 100 mil por mês não ocorreu e que teve prejuízos com esse processo.

Entre os pedidos feitos pela autarquia nos autos do processo estão revisão da produção de dois poços semi-artesianos, oferta de 3 mil hidrômetros por conta de danos em razão da produção de água com areia, implantação da tarifa horo-sazonal (caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano) e análise de parte das faturas de 2011 e 2012.

Na audiência, a concessionária de energia pediu para que perito fosse nomeado pela Justiça para avaliar a pertinência das solicitações. “Na realidade, não ficou nada decidido”, diz o diretor do SAAE, José Maria Capelasso. “O processo é de uma complexidade muito grande, que envolve técnicos, material, geólogos e todo uma análise de tudo aquilo que nós estamos colocando no processo”.

Segundo ele, os pedidos feitos nos autos são embasados em laudos técnicos. “A CPFL, evidentemente, precisa de um tempo para poder se defender. Ou ela chega à conclusão de que é possível uma conciliação entre as partes, ou ela também pode negar e a briga se estende na Justiça”.

O presidente do SAEE afirma que acredita num “final feliz” para essa conturbada história. Procurada na quarta-feira, a assessoria de imprensa da CPFL informou que iria se manifestar anteontem sobre o resultado da audiência de conciliação mas, até o fechamento desta edição, não havia dado retorno. 

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