Internacional

Conflito em Aleppo deixa 70 mortos


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Damasco - O regime sírio atacou ontem bairros dominados por rebeldes em Aleppo, no norte da Síria, onde opositores e tropas do ditador Bashar Assad combatem desde o domingo. As forças do governo usaram helicópteros equipados com metralhadoras e dispararam contra rebeldes.


Opositores de Aleppo, a segunda maior cidade do país, relatam que manifestações continuam na cidade na saída das mesquitas após as orações do dia sagrado do islamismo. Logo após as preces, começaram os ataques do governo nos bairros de Salahedin, Azamiye, Bustan el Kasr, Mashad e Sukari.


De acordo com fontes do governo, as tropas do regime estão preparadas para o assalto à cidade e tentar a recuperação do domínio. Os representantes das forças de segurança afirmam que o combate será difícil porque os rebeldes estão instalados em becos e ruas estreitas.


Considerando a ofensiva, o jornal governista “Al Watan” declarou que o confronto que é preparado é chamado de “a mãe das batalhas” pro sua capacidade para determinar os rumos do conflito.


Enquanto isso, o grupo rebelde Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, informou que centenas de insurgentes se preparam para a ofensiva em Salahedin, enquanto os combates com tropas do governo acontecem nos bairros de Jamiliyeh e Mahatyat Baghdad.


Em meio aos combates, pelo menos 70 pessoas morreram em todo o país, de acordo com o grupo opositor Comitês de Coordenação Local, sendo pelo menos 11 em Aleppo. Outros óbitos foram registrados na capital Damasco e nas cidades de Deraa, Homs e Idlib, três dos principais bastiões rebeldes.



Capturados


Mais cedo, rebeldes sírios divulgaram um vídeo em que mostram um grupo de soldados do regime capturados em Aleppo. Os opositores afirmam que capturaram cerca de 150 soldados e milicianos aliados a Assad na cidade e em outras áreas do país.

O vídeo, que mostra dezenas de homens à paisana sentados em um pátio, foi filmado por um homem que se descreve como membro do ELS (Exército Livre da Síria), maior milícia rebelde do país. Os homens capturados dizem à câmera que são membros do Exército sírio e da shabiha (fantasma, em árabe), milícia do regime.

 

Brasil é contra intervenção

Reino Unido - A presidente Dilma Rousseff reafirmou ontem a posição brasileira contrária a uma intervenção militar na Síria, reiterando o que ela havia dito ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, em reunião na quarta-feira. “O que temos que construir em conjunto é um caminho diferente, é que a paz seja obtida por meios diplomáticos, a partir de um consenso criado no Conselho de Segurança”, disse ela em entrevista coletiva.


“Não achamos que os instrumentos utilizados em outros países, como a invasão do Iraque e do Afeganistão, resolvam qualquer problema”, afirmou.


Dilma disse ainda em Londres que o governo brasileiro aceita discutir sanções à Síria a partir de propostas concretas formuladas pela ONU (Organizações das Nações Unidas). “Estamos abertos para qualquer discussão a respeito, mas agora ninguém aqui vai discutir em tese”, afirmou. “Vamos discutir as propostas concretas, não se faz uma discussão dessa em tese”, disse a presidente.

 

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