Nada do que se falar ou fazer trará de volta aqueles que perderam a vida. Às familias enlutadas, meus sentimentos de profundo respeito e pesar. A situação exposta no JC de ontem nos deixa a todos indignados, porém, não se trata de nenhuma novidade. Não foi a primeira e, infelizmente, não será a última vez que isso acontecerá. O mesmo ocorre com as demonstrações públicas de políticos, jornalistas e do povo em geral, aqui na Tribuna do Leitor, mas fica só nisso, estamos falando de anos e anos de descaso, em todos os patamares, federal, estadual e municipal. Nada muda, em certos casos, "até as moscas continuam as mesmas". Depois do infortúnio, surgem os "salvadores da pátria", os aproveitadores, os que gostam de um espaço pra aparecer, todos indignados, indo a passeatas, bradando contra o sistema e, na hora de fazer alguma mudança, como disse acima, "até as moscas continuam as mesmas".
A par disso tudo, cabe, de minha parte, com todo o respeito que merecem, uma crítica à família dessa menina, que depois de vagar pelos corredores do PSC por três dias, veio a falecer. O que vocês, familiares, fizeram nesses três dias além de reclamar do serviço público? Por que, já na primeira hora, não levaram a enferma para um hospital ou clínica especializada para o tratamento adequado. Dá para perceber que trata-se de pessoas diferenciadas e, portanto, não se justifica o calvário da enferma nos corredores do PSC com a família apenas reclamando do atendimento ou da falta dele. Hoje, quase todo mundo tem computador, telefone celular, carro, casa, etc, mas acha que Saúde e Educação são deveres exclusivos do Poder Público. Como disse acima, o caos na saúde é antigo e, por isso, quem tem um mínimo de condições deve se amparar em planos de saúde particulares. Finalizando, repito, sem abrir mão da crítica, meus respeitos às famílias envolvidas.
Nilton Saneti