Em meio às apurações, a Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), concluiu que familiares de Paulo Sérgio Euzébio, 29 anos, podem estar envolvidos em seu assassinato, ocorrido no último sábado no bairro Pousada da Esperança 1. O motivo do crime, inclusive, seria uma briga de família.
O caso ocorreu por volta das 19h, quando Paulo teria chegado em sua residência, localizada na rua Miguel Debia, com o corpo ensanguentado e marcas de golpes de faca. Nas proximidades, mora a irmã da vítima, onde foram encontradas várias marcas de sangue e uma camiseta de Paulo Euzébio. Perto da casa, a polícia achou ainda uma bainha de facão, um boné e um pé do tênis que o homem usava.
Ontem, a DIG ouviu a moradora deste imóvel. “Não descartamos a hipótese de que tenha havido uma desavença familiar e que resultou no homicídio”, afirma o delegado Cledson do Nascimento, responsável pelo caso.
Ele explica que, de acordo com as testemunhas, horas antes do crime, Paulo Euzébio discutiu de forma intensa com sua esposa. “Como ele estava muito exaltado e dizia que ia matá-la, ela ligou para sua sogra. Porém, a mãe da vítima não pôde ir e mandou outros parentes”, conta o delegado.
Quem verificou o que ocorria foi a irmã e dois cunhados da vítima. Porém, a confusão não terminou. “O Paulo Euzébio teria desferido um golpe de facão na testa de um dos seus cunhados e ainda quebrado uma garrafa no carro deles. Por isso, estamos seguindo tal linha de investigação”, relata o delegado.
Porém, é exatamente o ocorrido após as agressões que é a peça que falta nesse “quebra-cabeça”. A vítima teria ido até a casa dos cunhados para continuar brigando, porém, todos os envolvidos dizem que estavam no Pronto-Socorro (PS) do Mary Dota. “Iremos ouvir mais algumas pessoas. Há muitos familiares envolvidos. Porém, estamos com as apurações bem avançadas”, revela Cledson do Nascimento.
O delegado complementa ainda que quem tiver qualquer informação sobre esta pista que falta para solucionar o caso pode procurar a DIG por meio do telefone (14) 3224-3090 ou acionar o Disque-Denúncia da Polícia Civil, pelo 197. Em ambos os casos, o sigilo da fonte é garantido.