Que delícia que foi aquela excursão ao litoral, mar, sol, praia e aquela caipirinha gelada antes do farto almoço acompanhada de uma porção de camarão sequinho e uma cervejinha estupidamente gelada. Passeamos por toda a região, turma animada, curtimos e interagimos com os moradores, visitamos bares, museus e outros locais turísticos. Não sei se foi o melhor passeio, talvez tenha empatado com outra viagem que fizemos ao Sul do país, época de frio, um passeio adorável. Visitamos vinícolas, provamos vinhos e nos fartamos com fondue, nem sabia o que era aquilo, mas sei que era delicioso. Se querem saber, até danças típicas aprendemos nas viagens. Cansaço? Nenhum, afinal, temos saúde pra dar e vender.
Nossos amigos ficaram empolgados com os emails cheios de fotos que enviamos e das nossas ligações e mensagens pelo celular, se encantaram com nossas peripécias na tirolesa, dos passeios com muita adrenalina pelas dunas e pelas noitadas com muito forró e dança de salão, fomos "assunto" de muitas semanas nos salões de baile e bares que frequentamos com amigos e familiares. Passeios de buggy, adrenalina, tirolesa, fondue, emails, cervejinha, frituras, noitadas dançando, celular, mensagens, praia e montanha?
Isso não é coisa de jovens? Afinal, quem somos nós? Somos igual a todo mundo, de qualquer idade, raça e nacionalidade, temos o direito de nos divertir após tantos anos de trabalho, somos aqueles que muitos acham que temos que ficar em casa cuidando do s netos, que governantes e pessoas rotulam como "idoso", "velho" e outros adjetivos pejorativos. Sei que é difícil, mas procurem nos entender, temos limitações normais da idade, mas não estamos "mortos", queremos e sabemos viver a vida. Somos jovens de espírito, coisa que muitos jovens não são.
Roberto "General" Macedo