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Bastos oficializa saída do caso Cachoeira

Folhapress
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Brasília - O escritório do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos deixou oficialmente ontem a defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A saída será protocolada no processo, sem pronunciamento formal. A detenção de Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, foi o estopim. Mas a crise já se alongava durante semanas.

Thomaz Bastos já estava fora do caso há duas semanas. Recentemente uma advogada de seu escritório, Dora Cavalcanti, foi agredida verbalmente por Cachoeira. Segundo advogados da equipe, não há previsão de pagamento por ressarcimento ao réu. O empresário é acusado de envolvimento em um esquema de jogos ilegais e está preso desde fevereiro deste ano.

 

Andressa paga

Andressa Mendonça, a mulher de Cachoeira, pagou ontem a fiança de R$ 100 mil, em dinheiro. Ela tinha até três dias, a partir de anteontem, para pagar, conforme medida cautelar, do juiz Mark Yoshida Brandão, da 13ª Vara da Justiça Federal em Goiânia. Caso não cumprisse a determinação, seria expedido mandado de prisão contra ela. A mulher de Carlos Cachoeira ficou três horas detida na segunda-feira na Polícia Federal em Goiânia (GO), quatro dias após ela oferecer, ao juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal, um dossiê contra ele, em troca da liberdade do marido.

 

Russomanno é citado

O candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno (PRB) é citado por um investigado do esquema de Carlinhos Cachoeira numa discussão sobre envio de dinheiro ao exterior, segundo relatório da Polícia Federal. A informação foi revelada ontem pelo jornal “Correio Braziliense”. O PPS pediu a convocação de Russomanno pela CPI do Cachoeira. A CPI deve votar a convocação do candidato no próximo dia 14. O deputado negou relação com a assessores de Cachoeira e se dispôs a depor na CPI. Disse ainda que colocará à disposição da PF seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Russomanno foi citado em conversa telefônica entre Alex Trindade e Gleyb Ferreira, aliado de Cachoeira, em fevereiro deste ano. Não fica claro, pelo documento da PF, a razão dessa menção.

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