De um lado, as atuais vice-campeãs olímpicas em busca do inédito ouro. Do outro, as atuais campeãs mundiais. Hoje, às 13h (de Brasília), em Cardiff, Brasil e Japão decidem uma vaga nas semifinais do torneio feminino de futebol.
O encontro entre duas favoritas ao topo do pódio acabou acontecendo devido a tropeços das duas seleções na última rodada da fase de grupos. Anteontem, em Wembley, as brasileiras jogaram muito mal e acabaram superadas pela anfitriã Grã-Bretanha por 1 a 0. Já o Japão ficou no empate sem gols com a África do Sul.
Com o revés, o Brasil perdeu a liderança do Grupo E para a própria Grã-Bretanha. Se houvesse ao menos empatado, o time comandado pelo técnico Jorge Barcellos enfrentaria o Canadá nas quartas de final. Já as japonesas ficaram atrás das suecas no Grupo F, com uma vitória e dois empates.
O time brasileiro lamentou tanto a derrota inesperada para as britânicas quanto o encontro com o Japão logo nas quartas de final. “As japonesas são as atuais campeãs do mundo. Com certeza será um jogo difícil, mas estamos confiantes e vamos entrar em campo para vencer e chegarmos à semifinal”, afirmou a atacante Grazielle ao site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Logo após a derrota em Wembley, Barcellos reuniu a equipe e pediu que a confiança das atletas não fosse abalada. “Perdemos o jogo, mas não perdemos o sonho da medalha”.
Na visão das jogadoras brasileiras, o último resultado pode, inclusive, ser muito útil para que elas consertem alguns erros e possam ter uma grande atuação frente às japonesas.
“Nós precisamos aprender com as derrotas, ainda mais quando elas vem em um momento que não chegam a atrapalhar o objetivo final”, disse a atacante Marta, uma das melhores jogadoras do mundo na atualidade.
A delegação do Brasil volta a Cardiff, no País de Gales. Lá, ainda pela primeira fase, conseguiu suas duas vitórias na Olimpíada até aqui: goleada de 5 a 0 sobre Camarões e um suado 1 a 0 contra a Nova Zelândia.
Os times
Em relação ao time que vai a campo, Jorge Barcellos vai promover uma modificação. A experiente meia Formiga, poupada contra a Grã-Bretanha, reaparece na vaga de Thaisinha.
Pelo lado do Japão, o fato de enfrentar as brasileiras também não foi muito comemorado, pois as japonesas acreditam que o Brasil pode fazer uso de individualidade. Isso preocupa muito o técnico Norio Sasaki.
“Quando você enfrenta um rival que pode fazer uma jogada que desmonte seu esquema de jogo é algo muito preocupante. O Brasil é assim. A individualidade é muito forte. Jogadoras como Marta e Cristiane ganham um jogo. Mas nós temos a nossa virtude, um conjunto muito forte e podemos fazer a diferença também nesse aspecto”, analisou o treinador.
O Japão não tem problemas para este compromisso e vai com força máxima. O grande destaque da equipe é a meia Hornare Sawa, considerada a melhor jogadora da última Copa do Mundo.
Se Brasil e Japão empatarem no tempo normal, haverá prorrogação de 30 minutos. Caso a igualdade persista, a vaga nas semifinais será decidida nos pênaltis.