Rafael Silva é o mais novo integrante do grupo de medalhistas olímpicos do Brasil. O gigante de 155kg, chamado carinhosamente de Rafael Baby no mundo do judô, conquistou nesta sexta-feira a medalha de bronze da categoria dos pesados nos Jogos de Londres e fechou a campanha brasileira nos tatames da ExCel Arena com um total de quatro medalhas, sendo três de bronze e uma de ouro.
Depois de duas vitórias por ippon, Rafael Silva não conseguiu mais nenhum golpe - nem sofreu nenhum - nas suas três últimas lutas. Perdeu nas quartas de final por decisão dos árbitros, venceu na repescagem da mesma forma, e faturou o bronze por dupla punição ao sul-coreano Sung-Min Kim, quarto do ranking mundial, uma posição abaixo da dele. A luta foi até o golden score, quando o asiático recebeu sua segunda advertência, gerando um yuko para o brasileiro.
Reprodução/Terra |
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O judô do Brasil atingi sua meta de medalhas com a vitória de Rafael Silva, em Londres |
Com a medalha de Rafael Silva, o judô do Brasil atinge a sua meta para os Jogos de Londres. O objetivo era, na capital inglesa, ganhar quatro medalhas, exatamente o que aconteceu. Além dele, também subiram ao pódio Sarah Menezes (ouro até 48kg), Felipe Kitadai (bronze até 60kg) e Mayra Aguiar (bronze até 78kg). As metas de uma final e um ouro feminino também foram atingidos.
Rafael Silva, de 25 anos, atleta do Pinheiros, já vinha em ótima fase, faturando medalha nas cinco últimas competições das quais participou no Circuito: foi campeão pan-americano e do Masters (que reúne os oito melhores do mundo), prata na etapa chinesa do Grand Prix e no Grand Slam de Paris e bronze no Grand Slam de Tóquio. Em Londres, manteve o retrospecto.
A medalha é a 19.ª da história do judô brasileiro que, assim, se consolida como esporte que mais rendeu pódios ao Brasil em olimpíadas, deixando para trás vela e vôlei (quadra e praia), com 16. A medalha também é a primeira entre os peso pesados.
CAMPANHA - Terceiro do ranking mundial, Rafael começou arrasador em Londres. Na primeira luta, precisou de apenas um minuto e 48 segundos para eliminar Thormodur Jonsson, da Islândia, com um ippon. Na sequência, uma luta bastante equilibrada contra Marius Paskevicius, da Lituânia. E o 14.º do ranking olímpico também caiu num ippon do brasileiro, na metade da luta.
No confronto que valia a classificação para as semifinais, o brasileiro pegou o russo Alexander Mikhaylin, sexto do mundo. Mais uma vez, um duelo igual, que chegou ao fim de cinco minutos sem pontos para nenhum dos dois. E assim também foi no golden score. Na decisão dos árbitros, unanimidade para a vitória do russo.
Depois, já pela repescagem, encontrou um velho conhecido, o húngaro Barna Bor, de quem foi colega de treinos. Como um conhecia bem o judô do outro, a luta foi travada, de poucos golpes. Além disso, os pesos pesados, na quarta luta do dia, já demonstravam cansaço. Melhor para o brasileiro, que foi pouco mais agressivo e venceu na decisão dos árbitros.
