Nacional

Mulheres fazem marcha pelo parto em casa e contra ?violência obstetrícia?

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Um grupo de mulheres - muitas exibindo a barriga de gestante - realizam na tarde de ontem uma marcha pela humanização do parto, que inclui a defesa do direito de dar à luz em casa. As manifestações ocorreram em São Paulo e no Rio.


No Rio de Janeiro, a passeata partiu por volta das 14h30 do posto 9, em Ipanema, na zona sul, e seguiu em direção ao posto 7.


Segundo as organizadoras, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para o atual modelo de obstetrícia no país, que elas classificam como violento. Como exemplo, citam o uso de medicamentos para acelerar o parto, o corte desnecessário da vagina e a realização de cirurgias cesarianas sem indicação médica.


“Não estamos dizendo que não precisamos de médicos. Eles são importantes, mas têm que intervir quando realmente for necessário”, diz Ellen Paes, uma das organizadoras.  Ela reclama que, atualmente, muitos médicos não têm paciência para esperar o trabalho de parto e por isso acabam recorrendo a métodos que elas consideram violentos. Ela defende que a mulher seja avisada antes de qualquer intervenção médica.


A marcha é uma reação à edição, pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro), de duas resoluções que passaram a considerar infrações éticas a participação de médicos nos partos realizados em casa e de parteiras e doulas (acompanhantes) nos partos realizados em hospitais. As resoluções tiveram seu efeito suspenso por decisão da Justiça, que atendeu a pedido do Coren.

 

Comentários

Comentários