Política

Vazamento volta 15 dias após conserto do DAE

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Reportagem do Jornal da Cidade de ontem mostrou o objetivo do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de zerar os vazamentos de água e esgoto em Bauru com mutirões, que começarão, na próxima segunda-feira, na região da Vila Falcão, “campeã” do problema no ranking da autarquia. No entanto, há casos em que o serviço precisa ser refeito pouco tempo depois, como acontece no Jardim Terra Branca.

Depois de dois meses de insistentes pedidos para conserto no DAE, a dona de casa Ângela Aparecida Afonso Kuroda conseguiu a execução do serviço no vazamento de esgoto na quadra 1 da rua José Portela Cunha. Acontece que, 15 dias depois, o problema voltou, exatamente no mesmo local.

Além do mau cheiro que toma conta da vizinhança, sempre no final da tarde, os moradores estão preocupados, pois o esgoto está caindo no córrego da Grama. “O mau cheiro é absurdo. Estou tentando vender a minha casa e já perdi negócios porque essa situação espanta os clientes”, reclama Ângela.

O diretor da Divisão Técnica do DAE, Manuelino Câmara Filho, diz que uma equipe precisa se deslocar até o local para entender o que ocorreu. Segundo ele, casos de persistência do mesmo vazamento após a manutenção são incomuns, mas a autarquia não tem estatística nem dados a respeito.

Manuelino afirma que o mau uso da rede pode ter ocasionado o problema. Isso acontece quando materiais não orgânicos, como papel e tecidos, são lançados.

Moradores reclamam ainda do atendimento do DAE. Ângela conta que servidores argumentam que suas ligações se tratam da primeira reclamação sobre o caso. “É impossível porque eu mesma já solicitei a manutenção por inúmeras vezes. Isso é um descaso muito grande com a população”, conta.

 

Quatro meses

Já na quadra 2 da rua Américo Bertoni, no Jardim Vânia Maria, o problema é um vazamento de água que perdura há quatro meses. A auxiliar de escritório Adélia Faria conta que já não aguenta mais ligar para o DAE. “Dizem que tem que esperar o cronograma”, lamenta.

A revolta da população é ainda maior porque, aos sábados e domingos, a falta de água é rotineira na região, principalmente no período da tarde. 

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