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Governo encerra negociações com professores, mas greves continuam

Reuters
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Brasília - O governo encerrou as negociações com professores universitários em greve desde maio, enquanto estuda propostas para os demais servidores que ainda fazem paralisações em mais de 20 setores em todo o País.

Segundo sindicalistas, as paralisações tiveram adesão de cerca de 350 mil servidores. O governo, que contesta este número, deverá oferecer proposta aos grevistas na próxima semana, numa tentativa de conter o movimento que ganhou força nos últimos dias, disse a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que lidera as negociações.

O Ministério da Educação reiterou em nota aos professores que as negociações foram encerradas com a proposta de reajuste de 25% a 40% até 2015, o que representa um impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento da União.

A proposta foi aceita pela Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), mas foi rejeitada pelos sindicatos que representam a maioria das instituições.

A nota do ministério, publicada no site da pasta na Internet, diz que o acordo “possui cláusulas que permitem a adesão de outras entidades sindicais”.

Os representantes dos servidores técnicos administrativos das universidades e dos institutos federais deverão ter reunião hoje com o governo, segundo a pasta da Educação. Na segunda-feira, foi apresentada uma proposta de reajuste de 15,8%.

A paralisação também inclui servidores de universidades federais, agências reguladoras, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além dos ministérios da Agricultura, Planejamento, Integração Nacional, Saúde, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), entre outros.

Outras categorias, como funcionários do Banco Central, Tesouro Nacional e Controladoria Geral da União, fizeram paralisação de um dia nesta semana como advertência.

 

Reivindicações

A demora do governo federal em apresentar propostas às reivindicações dos servidores públicos em greve provocou mais manifestações nas ruas do País nesta quinta-feira. Entre as cidades que tiveram protestos estão Rio de Janeiro, Aracaju, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus, Florianópolis e Salvador.

A Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condesef), que representa 80% do funcionalismo, destaca como o principal item da pauta de reivindicações de todas as 26 categorias em greve a reestruturação de carreira.

A reclamação geral é que servidores recém-empossados ficam pouco tempo no cargo. Contribuem para isso não apenas as disfunções salariais entre funcionários nos mesmos cargos, como também a ausência de dinamismo nas carreiras, o que implica demora para ser promovido. Ainda sobre reestruturação de carreira, há cobranças de gratificações por qualificação como uma motivação aos servidores.

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