Depois de três empates consecutivos – dois deles em casa – o Noroeste caiu da primeira para a quarta colocação no grupo 1 da Copa Paulista e entra em campo hoje diante da Santacruzense, no Estádio Leônidas Camarinha, às 15h, em busca de seguir na zona de classificação para a segunda fase. O Noroeste tem sete pontos e, se perder, pode ser ultrapassado pelo Marília, que soma quatro e, se vencer a Ferroviária, chegaria à mesma pontuação alvirrubra e levaria vantagem nos critérios de desempate. O quinto colocado é o Barretos, que tem cinco pontos e folga na rodada.
O técnico Amauri Knevitz salienta a importância da vitória hoje e considera que a simples permanência no G-4 não é o bastante, acentuando que o time tem que crescer de rendimento para galgar posições. “Num grupo de sete equipes, ser o quarto não é uma boa posição, pelo menos para nós. Pelo nosso trabalho, pelo que a diretoria nos dá. Por isso, o jogo (de hoje) ganha mais importância. Precisamos estar melhor na tabela do que estamos agora. Estamos com aproveitamento menor do que 50% e devendo para nós mesmos”, aponta o treinador alvirrubro.
Indagado se o jogo de hoje, contra o lanterna – a Santacruzense tem dois pontos -, seria ideal para o time começar uma arrancada na Copinha, Knevitz alerta para os perigos do confronto. “Tem os dois lados. A Santacruzense está na última posição, mas tem bons jogadores e uma hora vai ganhar”, pondera, lembrando que as dimensões do gramado em Santa Cruz do Rio Pardo são menores do que as do Estádio Alfredo de Castilho, o que dificulta na criação de jogadas. “Mas nós, por outro lado, temos necessidade da vitória, de marcar pontos e parar de empatar”, frisa.
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O Noroeste tem os desfalques do zagueiro Lima e do lateral-esquerdo Ralph, que cumprem suspensão automática. Na vaga de Ralph, Knevitz confirmou a escalação de Giovanni. Na zaga, o treinador optou pela entrada de Hélio para fazer dupla com Samuel. Além disso, o treinador sacou o volante Kasado, recuou Johnnathan e Cesinha desempenhará a função de segundo volante, com Romarinho entrando no meio-campo. A formação deixa o Noroeste mais ofensivo para o duelo em Santa Cruz do Rio Pardo.
As mudanças buscam dar outra característica à equipe, priorizando o setor ofensivo para acabar com a síndrome de empates. “Mudamos a escalação e isso muda a maneira do time jogar. Creio que podemos ter um time com velocidade maior e com uma chegada mais forte na frente”, aposta Knevitz. “Os jogadores precisam estar ligados e desenvolver o potencial que temos, que é maior do que mostramos até agora. Temos que fazer valer nossa condição técnica. Sei do que cada um é capaz e sei que o time vai deslanchar”, confia o técnico.