Regional

Práticas esportivas: Cunho social na região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As Olimpíadas de Londres estão no fim e o Brasil se destacou em várias modalidades. O número de medalhas de ouro foi aquém do que poderia ter sido para um país que em 2016 sediará os jogos. A mala dos atletas voltará leve, afinal foram poucas as medalhas. O motivo geral todo mundo já sabe, os investimentos em esporte de alta performance é pequeno. As práticas esportivas em território brasileiro ainda têm cunho social ou recreativo. Na região, não há treinamento focado para competições de alto nível como nas Olimpíadas.

Municípios da região mantém estrutura básica para a prática de esportes, mas sem a responsabilidade de ‘criar’ atletas que possam, no futuro, destacarem-se em competições do nível das Olimpíadas.  Faltam incentivos, locais apropriados, foco.

Para o professor-doutor do Departamento de Educação Física da Unesp/Bauru Márcio Pereira da Silva, um caminho para melhorar a performance dos atletas poderia ser a centralização das políticas. “Hoje, temos vários núcleos independentes em localidades distintas no Estado. Se houvesse uma centralização para gerenciar tudo isso, que desse suporte, teríamos um contingente maior de potenciais atletas.”

Os municípios teriam que ter estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades escolhidas. “Teríamos que fazer um mapa de quais atividades que são oferecidas, levantar a modalidade que estão em falta e oferecer treinamento.”

Outro item que deve receber atenção são os espaços destinados à prática esportiva. “Teríamos que saber como estão esses espaços, qual a estrutura fornecida. Tem que ter foco. O Arthur Zanetti, medalha de ouro em Londres, treina desde os 7 anos.”

Ele alerta que não dá para preparar um atleta em quatro anos. “Para termos atletas prontos para a Olimpíada no Brasil, precisaríamos começar a focar o treino de quem já pratica esporte. Não dá para preparar um atleta em pouco tempo.”

Na opinião do professor, uma fala da presidente Dilma Rousseff na inauguração da Casa Brasil, em Londres pode dar um fôlego novo para o esporte brasileiro. “Ela disse que haverá investimentos nas modalidades individuais.”

Ele explica que enquanto o vôlei, basquete, as modalidades coletivas passam por vários jogos para tentar disputar três medalhas, as modalidades individuais disputam mais medalhas. “Só o atletismo, agrupando as provas masculinas e femininas, tem a possibilidade de distribuir mais 50 medalhas em uma olimpíada. Provavelmente nesses próximos quatro anos essas serão áreas que receberão atenção maior.”

 

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