Política

Cidade terá sua ?Comissão da Verdade?

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Um período da história de milhares de brasileiros sairá das sombras encobertas pelo regime de exceção vivenciado de 1964 a 1985. Em Bauru, Maria Orlene Daré, Arthur Monteiro Júnior, João Francisco Tidei de Lima, Gilberto Truíjo, Clodoaldo Meneghello Cardoso, Darcy Rodrigues e Carlos Roberto Pittoli integram o Grupo Bauru Memória e Verdade, responsável por recuperar um período de dor, tristeza, violência de várias formas que culminaram com o atentado aos direitos humanos de bauruenses.


As ações do Bauru Memória e Verdade estão vinculadas à Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação da Câmara Municipal de Bauru. As pessoas que integram o Grupo são militantes da causa dos direitos humanos e desenvolverão as atividades como voluntárias por sua atuação particularmente afinada com o tema.


A mobilização será de resgate e descobrimento de informações para montar um acervo de fatos e de personagens vítimas do regime de exceção. O acervo disponibilizará documentos do período, como cartas pessoais, livros, depoimentos, audiovisuais para formar o Núcleo de Memória da Ditadura. Pesquisadores, familiares, personagens e toda a sociedade terão acesso ao acervo organizado, revelando o que foi a repressão e a resistência, do ponto de vista de quem vivenciou a violação dos direitos humanos em Bauru.


Como trata-se de um período de muito risco de represálias, os depoimentos poderão ser colhidos com a garantia do sigilo do depoente. Também serão colhidos depoimentos de forma aberta. A perspectiva é ter o acesso físico, digital e também via Internet.


O Grupo Bauru Memória e Verdade é formado por pessoas ligadas à filosofia, psicologia, história, direito e também por pessoas que integraram a resistência ao regime de exceção. As atividades do Grupo estarão articuladas com a Comissão Nacional da Verdade e com a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo.


O elo da população aos integrantes do Bauru Memória e Verdade  são os membros da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, os vereadores Roque Ferreira, Fabiano Mariano e Paulo Eduardo de Souza.



Serviço


Os interessados em colaborar com depoimentos, acervos ou informações podem contatar os vereadores na Câmara Municipal, na Praça Dom Pedro II, 1-50, e também pelo telefone (14) 3235-0600.

 

Ditadura exposta

A exposição Direito à Memória e à Verdade, disponível à visitação em Bauru até o dia 6 de setembro, dá uma panorâmica singular dos fatos que marcaram o regime de exceção no Brasil e que contemplam o trabalho de revisitação da história brasileira iniciado pelo Grupo Bauru Memória e Verdade, que atuará com foco nos acontecimentos em Bauru.


O Observatório de Educação em Direitos Humanos da Unesp Bauru criou um folder com roteiro da exposição para guiar os visitantes. Neste semestre, a agenda de visitação já prevê 3 mil estudantes conhecendo o acervo composto de fotos e textos.  


A exposição é organizada pela Secretaria dos Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República.  

 

Serviço


Exposição Direito à Memória e à Verdade, na Diretoria de Ensino, localizada na rua Campos Sales, 9-43, na Vila Falcão. A Entrada é gratuita. Informações pelo telefone (14) 3103-6172.   


 

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