Base competitiva mantida e reforços de peso. Com esta receita, o Paschoalotto/Bauru inicia a temporada mirando o segundo título do Campeonato Paulista - ganhou em 1999 - e desponta como um dos favoritos na competição. O trabalho de cinco anos de diretoria e comissão técnica recebeu o aporte financeiro da Paschoalotto e o time, que fez boas campanhas nas últimas temporadas, ganhou os reforços dos alas/pivôs DeAndre Coleman e John Thomas e do armador Ricardo Fischer. A chegada destes jogadores e a permanência do armador Larry Taylor, do ala Fischer, do pivô Jeff Agba, além da manutenção de um grupo forte de rotação com os alas/pivôs Pilar e Mosso e os jovens Luquinha (armador), Gui (ala) e Andrezão (pivô), credenciam o time e a torcida a sonhar com títulos.
Uma equipe capaz de brigar por título foi, inclusive, o pedido de Larry para permanecer em Bauru. O armador, que defendeu a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Londres, volta à cidade para comandar em quadra um time mais completo e com reais chances de encarar qualquer equipe do Estadual. Com um elenco qualificado em mãos, o técnico Guerrinha ganha opções para revezar os jogadores durante as partidas sem que o nível de atuação da equipe sofra queda. Por tudo isso, a expectativa não é menor do que chegar à final.
“Montamos um time para conseguir ficar entre os quatro no Paulista com chance grande de disputar a final. Este é nosso foco principal, o time foi montado para isso, disputar a final”, destaca o diretor técnico, Vítor Jacob. O dirigente afirma que a prioridade na montagem do elenco foi para jogadores versáteis. “Trouxemos jogadores que jogam em duas e até três posições. Temos 11 jogadores e praticamente todos jogam em mais de uma posição. É um elenco bem completo, melhorou bastante o revezamento e dá para fazer muitas variações de ataque e defesa”, analisa Jacob.
Investimento sólido
Rodrigo Paschoalotto, presidente da Paschoalotto Serviços Financeiros, patrocinadora master do Bauru, ressalta que a empresa tem um plano de investimento a longo prazo na equipe. “Nossa intenção é montar um time bom a longo tempo. No basquete tem muito isso de fazer um grande investimento, montar um time campeão e, quando acaba o campeonato, acabou o time”, constata. A empresa quer traçar justamente o caminho contrário desta tendência, mantendo um investimento constante para atingir o topo e permanecer lá. “O contrato que foi feito com o Ricardo Fischer é de três anos. Ele tem 20 anos. A intenção é crescer com o tempo”, exemplifica.
O plano para esta temporada é mesmo fazer a final do Paulista e figurar entre os semifinalistas do Novo Basquete Brasil (NBB). “A expectativa que a gente tem é disputar a final do Paulista e estar entre os quatro do NBB. Acho que é possível. Aí é um novo jogo. Na final, você pode ganhar e pode perder por 3 a 0”, pondera Paschoalotto, que considera São José como o principal adversário do Bauru na disputa pelo título do Paulista.
Está programado para hoje à noite evento de apresentação oficial do elenco bauruense.
Os reforços
John Thomas
Posição: ala/pivô
Altura: 1,98m
Último clube: Tomás de
Rocamora (ARG)
Pode exercer as funções de ala e ala/pivô e deve ter papel importante no revezamento da equipe
Ricardo Fischer
Posição: armador
Altura: 1,85m
Último clube: São José
O jogador chega ao Bauru para dividir a missão com Luquinha de “dar descanso” a Larry durante as partidas
DeAndre Coleman
Posição: ala/pivô
Altura: 2m
Último clube: Union de
Sunchales (ARG)
Principal reforço da equipe, vem com incumbência de formar a dupla dominante no garrafão bauruense com Jeff Agba
Larry está de volta
O armador Larry Taylor já retornou a Bauru após disputar os Jogos Olímpicos de Londres pela Seleção Brasileira, que terminou em quinto lugar, será reintegrado ao elenco bauruense e retoma os treinos amanhã. Larry, principal jogador do Paschoalotto, foi atendido pela diretoria no pedido de ter uma equipe capaz de brigar por títulos. Assim, volta à cidade para liderar um grupo mais completo e qualificado do que o da temporada anterior.
Em Londres, Larry atuou nos seis jogos que a Seleção fez nas Olimpíadas e se destacou no duelo diante da Rússia, ainda pela primeira fase, quando comandou reação empolgante do Brasil no último quarto, mostrando o jogo que o consagrou em Bauru, com infiltrações e muita habilidade. A Seleção perdeu por um ponto com um arremesso de três pontos russo no estouro do cronômetro.