Internacional

Enviado da ONU busca acordo na Síria

Folhapress
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Damasco - A chefe de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, chegou ontem à Síria em busca de um acordo para ampliar a ajuda a civis retidos ou desabrigados por causa dos combates entre rebeldes e forças governamentais.

Centenas de sírios chegam diariamente a países vizinhos como refugiados, muitos deles feridos ou contando terem sido alvejados em regiões fronteiriças, segundo o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).

Valerie, que entrou na Síria num comboio a partir do Líbano, se reuniu em Damasco com autoridades locais, inclusive o vice-chanceler Faisal Medad, e com funcionários do Crescente Vermelho.

“Ela está lá para expressar sua gravíssima preocupação com a situação”, disse seu porta-voz, Jens Laerke, em entrevista coletiva.

“Ela irá examinar a situação no terreno e discutirá com o governo e os parceiros humanitários sobre como ampliar a reação na Síria.”

A crise humanitária se agravou no último mês no país, com a escalada dos combates em Damasco e Aleppo, as duas principais cidades do país.

Cerca de 2 milhões de pessoas já foram afetadas pela crise dos últimos 17 meses, e se estima que haja cerca de 1 milhão de deslocados internos.

Valerie vai discutir formas de ampliar a ajuda emergencial aos civis, mas diplomatas dizem que isso só poderá efetivamente ocorrer quando os combates recuarem.

Relatório

O novo relatório da comissão de investigação da ONU sobre os direitos humanos para a Síria, que será entregue hoje para o Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, destaca o aumento das violações cometidas pelos grupos armados e pelo Exército Livre da Síria.

“Estamos preocupados com a intensificação das violações de direitos humanos cometidas por grupos armados. Eles não têm poder (legal) para executar pessoas”, observa o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que preside o grupo.  Segundo ele, os rebeldes estão com muito mais acesso a informação e a armas.

Pinheiro, contudo, observa que o relatório não compara o grau de violência usado pelos opositores e pelo regime apenas identifica a mudança na natureza do conflito desde o último levantamento, do início do ano.

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