Marechal Deodoro - A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o governo federal vai “mudar o patamar de custo da energia elétrica” praticado no Brasil.
Segundo ela, essa mudança faz parte de um programa para a redução do “custo logístico do País”, iniciado com o recente anúncio de concessões e novos investimentos em rodovias e ferrovias. “Na sequência, nós faremos um (programa) de portos e aeroportos, e também iremos mudar o patamar de custo da energia elétrica praticado no nosso País”, afirmou Dilma em discurso, em Marechal Deodoro (AL).
O projeto para reduzir os custos com a energia para a indústria brasileira vem sendo estudado desde o ano passado e pode ser implementado por meio da redução de encargos e da diminuição de tarifas na renovação das concessões, a partir de 2015.
Falando para uma plateia formada por empresários, políticos e convidados, na inauguração de uma nova fábrica de PVC da Braskem, a presidente foi aplaudida. Ela elogiou os empresários que “continuam investindo, mesmo considerando o cenário internacional”, e afirmou que o País começa a reagir “de forma mais significativa” aos estímulos que o governo vem oferecendo para o crescimento da economia.
“Como vocês têm acompanhado, nós também temos tido uma grande preocupação com a redução de tributos, e temos tido um conjunto de iniciativas para chegar a essa redução de forma mais horizontal”, declarou ela.
Dilma disse ainda que o País “tem tido uma postura de combate à crise que se caracteriza pela ampliação do investimento”. Em crítica à gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), declarou, sem citar nomes, que a situação cambial do País “não é mais aquela valorização artificial do real praticada nos períodos anteriores”. A afirmação veio após o PSDB ironizar o lançamento do pacote de concessões do governo - em nota, os tucanos cumprimentaram a presidente “por ter aderido ao programa de privatizações”.
Maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímero, a Braskem investiu R$ 1 bilhão na sua nova fábrica, que tem capacidade para produzir 200 mil toneladas de PVC por ano.