A criminalidade na juventude é algo que preocupa toda a sociedade. Em pouco tempo, quatro adolescentes se envolveram em boletins de ocorrência (BO) em Bauru. Os casos foram desde tentativa de roubo seguida de fuga do Conselho Tutelar até apreensão de uma motocicleta sem identificação.
Todas as ocorrências foram registradas entre a manhã e a noite de anteontem. Em uma delas, dois BOs foram registrados para a mesma garota. A adolescente, de 14 anos, estaria na companhia de outros dois jovens no Jardim América. O grupo tentou roubar o celular de um estudante de 19 anos.
A vítima, porém, resistiu e conseguiu fugir. Em seguida, acionou a Polícia Militar (PM). A garota foi abordada pelos policiais e o estudante confirmou que ela seria uma das envolvidas na tentativa do roubo. Os outros dois adolescentes conseguiram fugir.
A adolescente foi conduzida ao Plantão da Polícia Civil, onde foi liberada a uma conselheira tutelar.
Horas depois, foi a conselheira quem voltou ao plantão para fazer um novo registro. É que a garota informou um endereço falso para ela e, quando chegaram ao local, a adolescente desceu do carro e fugiu em direção a um matagal. De acordo com o BO, a garota já seria conhecida nos meios policiais por envolvimento com roubos e furtos.
O Conselho Tutelar se limitou a dizer que não pode revelar qualquer detalhe sobre o caso, mas que está fazendo o acompanhamento.
Na outra ocorrência, que foi registrada horas depois, dois jovens, um de 15 anos e outro de 16, foram flagrados com uma moto sem identificação no Núcleo Joaquim Guilherme.
Segundo o BO, eles estavam empurrando a motocicleta sem placas. Quando os policiais averiguaram a moto, constataram que o chassi estava adulterado e sem registro.
O veículo foi guinchado e os adolescentes, juntamente com os pais, encaminhados ao plantão, onde foi elaborado ato infracional por adulteração de sinal identificador de veículo automotor e por dirigir sem permissão e habilitação.
Agressão
Pela manhã, outra adolescente, de 15 anos, foi agredida. De acordo com o registro, a vítima voltava para casa quando, no Núcleo Presidente Geisel, encontrou um grupo de garotas que estudam com ela.
A jovem conta que foi cercada pelas colegas de classe, que passaram a agredi-la com socos no rosto, chutes e a derrubaram no chão. Como consequência da agressão, ela teria ficado com dores na cabeça e arranhões pelo corpo.